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Vitória, Vitória, vais ser sempre a honra e a glória desta cidade do Sado

Regra número um: setubalense que é setubalense, imprime este texto e põe num quadro à porta de casa.
O estádio do Bonfim.

Ser do Vitória é… 

Não fazer grandes planos para domingo porque “joga o Vitória”; 

Ser dos primeiros a marcar lugar no autocarro quando o clube vai jogar fora. Mesmo que para isso tenha de faltar ao aniversário da prima. Ela compreende, é pelo Vitória; 

Mostrar com orgulho o cartão de sócio sempre que se fala do clube no café da esquina; 

Sentir um arrepio bom quando ouve o vizinho dizer que “o Vitórrria não é grrrande, é enorrrme”;

Dividir amendoins no intervalo dos jogos com quem está ao lado. É boa pessoa de certeza. Tem uma camisola do Vitória; 

Ter o hino como toque do telemóvel e deixar sempre soar uns segundos para ouvirem bem, esteja onde estiver;

Não deixar ninguém chamar Setúbal ao clube porque o nome certo é Vitória; 

Ir comer um bifana e beber uma imperial ao Novo Intervalo antes de cada jogo; 

Chorar de emoção a cada golo e arrepiar-se sempre que ouve “Vitória tens no bairrismo adeptos de coração, que te sabem proteger”;

Não faltar a nenhum jogo, mesmo que esteja a chover. É gritar pelo clube do início ao fim, sem nunca desistir; 

Dizer que a casa está bonita, mas ficava melhor se fosse verde e branca, as cores do Vitória; 

Não deixar ninguém chamar Setúbal ao clube porque o nome certo é Vitória; 

Saber quem foi Jacinto João ou Vítor Batista e ter várias fotografias na sala dos troféus; 

Ter feito, pelo menos, uma modalidade na infância ou adolescência no estádio do Vitória; 

Ser sócio desde o dia em que nasceu. Receber o emblema de prata aos 25 anos e o de ouro aos 50. 

Ser do Vitória não se explica, sente-se, diz o meu avô Hélder. Eu assino por baixo.

tags: Estádio do Bonfim, vitória futebol clube

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