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Quem tem uma mãe setubalense tem tudo (e é, sem dúvida, uma pessoa feliz)

Este domingo, 3 de maio, celebra-se o Dia da Mãe. É para elas esta homenagem.
Imagem ilustrativa.

A minha mãe cheira a chocolate, a torradas estaladiças e a café com leite quente logo pela manhã. A minha mãe cheira a fruta fresca, a salada bem temperada e à caldeirada setubalense com peixe bom acabado de pescar.

Ela é tão bonita que se fosse uma praia seria qualquer uma da Arrábida. Os seus olhos, esses, são da cor do mar e fazem-me lembrar o Sado bem calmo, num dia maravilhoso de verão.

A minha mãe cheira aos caminhos verdes da Serra do Louro e se fosse uma flor era a mais bonita de qualquer jardim. Tem a garra de uma vitoriana, a perseverança de uma setubalense e a generosidade de um verdadeiro pescador — a profissão que mais se usou na sua família.

Ela cheira a mar, a ar puro e por isso apetece-me estar sempre envolvida no seu abraço. É lá que perco a noção das horas e dos dias longos e onde mais nada importa a não ser estar ali, a sentir-lhe a respiração.

A minha mãe é o ser mais bonito que eu conheci. E um dia, se conseguir que os meus filhos sintam pelo menos metade do orgulho por mim que eu tenho por ela, saberei que a minha missão ficou bem cumprida.

É que tem uma mãe setubalense tem tudo (e é sem dúvida uma pessoa feliz).

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