opinião

Palmela, a vizinha mais bonita que Setúbal poderia ter

É um tesouro bem guardado com pessoas genuínas e ar puro por todo o lado.
Vista para o Castelo de Palmela.

Abro a janela do meu quarto e vejo ao fundo o Estuário do Sado como se a gritar por mim. Na rua, as pessoas cumprimentam-se como se tivessem andado na escola juntas, mesmo aquelas que nunca passaram no mesmo portão. 

Não há trânsito nem tão pouco confusão para estacionar. O castelo mete respeito pela sua imponência e parece que sorri a pedir para alguém entrar. Lá do alto, conseguimos ver as ruas de Setúbal. 

A mercearia tem o que precisamos para o dia e para os outros todos se não quisermos sair dali. Da tranquilidade deste tesouro, que cheira a boa gente por todo o lado. 

As ruas íngremes e apertadas contam histórias que gosto de ouvir sem me cansar, nas vezes em que por ali vou passear. Palmela ainda tem as portas abertas daquelas casas e há quem diga para entrar.

Nos eventos de sexta à noite que enchem rapidamente o São João, cada um leva a sua melhor roupa porque sabe que é importante e faz parte do espetáculo. 

“Palmela, és linda” é o lema que desde cedo me ensinaram a repetir e eu desde que cheguei nunca tive vontade de sair. 

Setúbal tão incrível só podia ter uma vizinha assim. 

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