opinião

Opinião: Setúbal, a minha cidade

Leia a crónica exclusiva da designer de joalharia Zaida Piteira para a New in Setúbal.
Praça do Bocage.

Estávamos em maio de 1994, mais precisamente no dia 23, chegava eu a Setúbal vinda de uma vila alentejana no concelho de Odemira, recém-casada e com alguns sonhos na bagagem. A chegada não foi fácil, uma cidade grande e distante de tudo e de todos, uma vivência diferente, os usos e os costumes que tanto estava habituada passaram a ser outros.

O choque foi grande, chorei quando cheguei, pensei que não iria gostar, que deveria voltar, mas fiquei e ainda bem que fiquei. Com o tempo, comecei a gostar de aqui viver, percebi que não poderia ter escolhido melhor sítio para morar, uma cidade onde o mar é rei e a serra da Arrábida é rainha.

Uma terra com tantos encantos, que me foi conquistando ao longo dos anos e me fez acreditar que nada acontece por acaso e que seria nesta cidade que iria encontrar a minha vocação: o design de joalharia. Em 2017 decidi seguir o meu sonho e abri o meu escritório de joalharia, no espaço de apoio aos empresários em Setúbal, no piso número um do Mercado do Livramento.

Foram três anos de muitas conquistas e reconhecimentos, de evolução que nunca imaginei, de reconhecimento da minha marca pelas pessoas, de esforço, dedicação e trabalho, mas, sem dúvida, com o apoio de muitas pessoas que me ajudaram e acompanharam e que nunca irei esquecer.

Este ano uma nova etapa se inicia e o meu novo escritório irá nascer em meados de setembro, um espaço de maior dimensão mas com os mesmos sonhos e humildade que me caracterizam, e o fazer sempre melhor com a mesma dedicação. 

Zaida Piteira é natural de Odemira, no Alentejo.

Como forma de agradecimento a tanto que me tem dado, decidi homenagear Setúbal e as suas gentes, agradecer porque sem esse apoio não seria possível chegar onde estou hoje e continuar a sonhar e a acreditar.

A minha forma de agradecimento tem sido feita ao longo destes anos com o que mais gosto de fazer: o design de joias com história e significado. O terço de Setúbal e o bouquet de escamas foram duas das peças que idealizei e que descrevem e se diferenciam do que existe em outras cidades, peças únicas carregadas de simbolismo que nascem da inspiração que esta terra me dá.

Espero e quero continuar a fazê-lo, sob forma de agradecimento. As suas histórias e lendas, as paisagens, o sol, o cheiro do mar e da serra, são fatores sem fim para a minha inspiração. Setúbal, que posso mais dizer sobre ti? Muita coisa certamente, mas o meu amor por ti é sem dúvida o mais importante. Obrigada, Setúbal. 

tags: Designer, joalharia, Opinião, setúbal, Terço de Setúbal, Zaida Piteira

outros artigos de opinião

mais histórias de Setúbal