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Cais da Gávea: o sítio perfeito para levarmos os filhos a verem o Sado

Sempre que estiver sol aproveite para ir até lá beber um café enquanto os miúdos brincam.
Vista incrível.
O caminho para a Figueirinha parecia ser longo de mais e a conversa era sempre a mesma. “Falta muito para chegarmos?”, dizia eu do banco detrás. “Aproveita a paisagem”, respondiam para me calar. 
 
O cenário era realmente bonito. Lembro-me de passar a Comenda e achar que um dia ia viver naquele palácio, num quarto de princesa com direito a dorsel. Depois aparecia o parque de campismo e eu queria ser a rainha daquelas caravanas todas. 
 
De pé descalço e cabelo cheio de sal era ali que eu queria passar as minhas férias de verão, ao pé daquelas crianças que brincavam sem tempo para olharem para o meu carro a passar. 
 
Nunca cheguei a adormecer a contar aquelas estrelas, mas hoje em dia tento ir lá quase todos os domingos para a minha filha ver o mar. É lá que agora existe o Cais da Gávea, uma esplanada simpática que só peca por às vezes não haver lugar.
 
Ali, várias famílias reúnem-se depois de um almoço demorado e os miúdos vêem os peixes a saltar. Há espaço para correrem e brincarem numa relva arranjada, enquanto os pais recordam as traquinices que faziam quando tinham a idade deles.
 
Certo dia consegui escolher a melhor mesa e de lá vi o meu tio Zé passar. Desejei-lhe sorte em mais um dia de faina, enquanto eu ficava por ali a respirar aquele ar. 
 
E a agradecer a sorte que tenho em poder dar à minha filha aquilo que recebi há muitos anos: um Sado que não existe igual em nenhum lugar de Portugal.
 
Se quiser saber mais sobre este espaço leia o artigo da New in Setúbal sobre ele.
tags: arrábida, Cais da Gávea, crónica, rio sado, setúbal, texto de opinião

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