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A voltinha dos tristes em Setúbal tem de incluir uma paragem na Figueirinha

A expressão não é bonita, mas atenção: refere-se ao passeio de família ao domingo. Um dos melhores cenários que existe.
Bela vista.

Reza a lenda que um pai, recém encartado, obrigava a mulher e os filhos a darem sempre o mesmo passeio aos domingos, de forma a treinar os seus dotes de condutor. Essa família, seja ela qual for, foi muito importante para a Humanidade: criou a “voltinha dos tristes”.

Em setubalense, a “voltinha dos tristes” denomina-se pelo percurso feito no inverno que começa na Avenida Luísa Todi e segue até à Arrábida. Dá a volta à serra, contudo, há uma paragem obrigatória na Figueirinha.

Lá, não se olha para o relógio nem tão pouco há pressas para mais alguma coisa. O carro fica estacionado e a seta aponta para uma das entradas no calçadão. Não há sinal de partida, largada ou fugida, mas é dali que seguem todas as famílias em direção ao outro lado.

Pelo caminho tiram-se fotografias, comem-se castanhas e aproveitam-se os bancos de pedra para descansar. E a probabilidade de encontrar o vizinho do lado ou o primo afastado não é para descartar.

Enquanto que os miúdos brincam na areia e os mais velhos apreciam a exposição de motas que muitas vezes está por lá, outros preferem o rooftop do bar. Se estiver sol, ainda melhor, ficam horas a aproveitar.

Nos domingos de inverno em que não chove, a Figueirinha transforma-se num lugar de culto que vale muito a pena visitar. A seguir, a “voltinha dos tristes” continua pela maravilhosa serra e se houver tempo só acaba lá para os lados da Cachofarra. É ou não é verdade, caro conterrâneo? 

tags: crónica, praia da figuerinha, Serra da Arrábida, setúbal

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