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All Aboard: a associação setubalense que quer pôr toda a gente a andar de skate

O projeto foi criado há dois anos e usa a paixão pelo skate como ferramenta de inclusão.
Para os amantes de skate.

Mais novos e mais velhos. Homens, mulheres, todos estão convidados a colocar-se em cima de um skate e experimentar o desporto radical, sempre pela mão da All Aboard, o projeto setubalense que hoje é oficialmente uma associação.

Nascido em maio de 2021 pelas mãos de Rita Santos, 34 anos, licenciada em Animação e Intervenção Sociocultural e Filipa Bento, 28 anos, licenciada em Comunicação Social e com Mestrado em Audiovisual e Multimédia, começou a ser pensado durante a pandemia, quando Rita recomeçou a andar de skate. De uma conversa nasceu a ideia e depois passou-se à ação. “A possibilidade de criar um projeto próprio e que o mesmo incidisse nesta modalidade desportiva tornou-se mais real”, conta Filipa Bento. 

Hoje, a associação é composta por onze pessoas, todas com diferentes áreas de formação. Há gente formada em Animação Sociocultural e Fotografia, mas também em Comunicação Social, Audiovisual e Multimédia, Desporto, Direito, Contabilidade ou Design.

Todo o plano foi delineado com um propósito que ficou marcado até hoje e que segue como a principal ideologia da associação, a inclusão. “A ideia começou por ser a criação de um projeto que possibilitasse a prática de skate a todas as pessoas, independentemente do género, idade, condição financeira ou física. Neste momento, somos uma associação que tem como principal valor a inclusão e é com base nesse pilar que realizamos as nossas atividades”, confessa Filipa. Até agora, a dinamização de “atividades de enriquecimento curricular”, com a divulgação deste desporto em três escolas da cidade, enquanto exploraram “a vertente cultural, histórica e prática da modalidade” fez parte do calendário. 

“Os desafios têm sido aqueles que imaginamos que todas as associações acabam por atravessar, processos burocráticos que têm que ser respeitados e tidos em conta.” Foi necessário criar uma equipa multidisciplinar e depois desenvolver parcerias com autarquias, empresas privadas e públicas que partilhassem os valores da All Aboard. Uma das maiores conquistas passou pela construção de estruturas para a prática de skate adaptado, num desafio lançado a duas pessoas, Maria e Fernando Santos, voluntários na associação e que cumpriram este propósito com “um trabalho extraordinário”.

A equipa está a aumentar.

O processo da criação da associação “foi relativamente fácil e rápido”, em muito pela “ajuda de pessoas com os conhecimentos necessários para agilizar as questões burocráticas inerentes”. Todo o apoio foi fundamental. “O percurso que temos feito e todo o trabalho que temos desenvolvido só foi possível graças a toda a ajuda que tivemos e temos, não só da equipa, mas também de todos os parceiros que até ao dia de hoje acreditaram na nossa missão e objetivo”. 

Para se juntar à equipa, os requisitos são simples. Qualquer pessoa que partilhe a paixão pelo skate pode aliar-se à All Aboard. Isto desde que tenha a “perceção de que é uma modalidade que pode ser praticada por todos e que valorizamos as pessoas todas por igual independentemente do contexto de onde vêm”. A associação está ativamente à procura de reforços que possam apoiar o projeto na parte do marketing e da orçamentação.

Para o futuro, o sonho passa por criar um skate park indoor, sendo que já existe uma parceria com o centro comercial Alegro de Setúbal para a disponibilização do Parque de Estacionamento 4 “para a realização de aulas indoor durante a semana, ao final do dia”. A All Aboard está a trabalhar em outros projetos, com uma promessa. “Mantemo-nos fiéis aos nossos valores e garantimos sempre que estamos a apostar na Inclusão a 360º”.

Iniciativa no PUA – Parque Urbano de Albarquel.

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