na cidade

Sabia que as conservas setubalenses alimentaram os exércitos nazis?

Muitos enlatados do Sado foram exportadas para a Alemanha durante o nazismo.
Na época, a maioria da população vivia da indústria conserveira.

Setúbal é conhecida desde sempre pelo bom peixe e grandes fábricas da indústria conserveira. O que provavelmente muitos ainda não sabem é que algumas conservas produzidas na cidade do Sado foram exportadas para a Alemanha e serviram para alimentar os exércitos nazis. Prova disso é uma fotografia da autoria do fotógrafo Américo Ribeiro, que integra o seu livro “Setúbal d’outros tempos”.

Na legenda da imagem, que mostra a Fábrica Viegas & Lopes a ser visitada por um grupo alemão em 1930, pode ler-se: “Visitaram Setúbal alguns operários alemães da organização Força pela Alegria. Cerca de 60 pessoas, de ambos os sexos, que visitaram os arredores da cidade onde gostaram da Serra da Arrábida. Foram recebidos na fábrica José Viegas ou Viegas & Lopes, onde tiveram uma receção e foi servido um moscatel de Setúbal com diversas conservas da fábrica. Também vieram importadores alemães e jornalistas”.

A reprodução digital foi feita a partir do negativo original, que faz parte da Coleção Américo Ribeiro/Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro. O fotógrafo Américo Augusto Ribeiro nasceu em Setúbal a 1 de janeiro de 1906. Teve o seu primeiro contacto com a área num estúdio setubalense do proprietário Alberto Sartoris, onde expôs as suas primeiras fotografias, em 1922.

A fotografia faz parte do Arquivo Américo Ribeiro.

O acolhimento e interesse pelo seu trabalho levou-o a criar um registo fotográfico pormenorizado da cidade, monumentos, ruas, eventos sociais, políticos e desportivos durante o século XX. Atualmente é graças ao seu arquivo com fotografias únicas, que muitos jovens setubalenses podem saber como eram os vários recantos da cidade na época.

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