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Residência artística “Viagem Sentimental” chega a Setúbal em maio

O projeto, do bailarino Francisco Camacho, pretende reconstruir memórias da cidade com a ajuda da comunidade local.
A residência é na Gráfica.

O coreógrafo e bailarino Francisco Camacho conduz, a partir do dia 10 de maio, segunda-feira, uma residência artística. O projeto chama-se “Viagem Sentimental” e centra-se numa reflexão e investigação de vários espaços de Setúbal, com base em histórias e testemunhos da comunidade.

Este contacto com o território prevê a participação de setubalenses, com mais de 18 anos, sem experiência profissional, mas que queiram ter uma experiência de palco. Os participantes interessados devem responder, de forma criativa, a propostas simples sobre elementos que definem a cultura local, contribuindo assim para o enriquecimento da criatividade do bailarino.

O trabalho, estabelecido tendo em atenção as características de cada participante, não exige um corpo treinado. Ou seja, pode ser pedido aos envolvidos que usem a voz, mas sempre numa abordagem simples, sem obrigatoriedade de memorizar textos extensos ou expressar dotes teatrais.

O resultado desta residência artística estreia a 8 de julho, quinta-feira, na Gráfica – Centro de Criação Artística, instalada no antigo Armazém de Papéis do Sado, no âmbito da terceira edição da MAPS – Mostra de Artes Performativas de Setúbal.

A inscrições, limitadas a 15 participantes, devem ser feitas através do email agrafica@nullmun-setubal.pt. As sessões realizam-se de 10 a 14 e de 15 a 17 de maio, de 14 a 18 e de 21 a 23 de junho e de 1 a 7 de julho, entre as 18 e as 21 horas.

Francisco Camacho estudou dança e teatro em Portugal, na Companhia Nacional de Bailado e no Ballet Gulbenkian, e, em Nova Iorque, na Merce Cunningham Dance Studio, no Movement Research, na Susan Klein School e no Lee Strasberg Theatre Institute, tendo tirado uma formação adicional em voz, guionismo e escrita criativa.

É autor de solos como “O Rei no Exílio” e “Nossa Senhora das Flores” e de peças de grupo como “Dom São Sebastião” e “Gust”, obras de referência na história da dança portuguesa.

Coreógrafo, bailarino e membro fundador e diretor artístico da EIRA, Francisco Camacho recebeu, ao longo das mais de 30 anos de carreira, várias distinções, com destaque para o Prémio Bordalo de Dança, da Casa da Imprensa, e o Prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão, da Fundação Calouste Gulbenkian.

Uma das sessões da residência artística.

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