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Realizador António Aleixo vai dar uma masterclass sobre a produção de documentários

A sessão é já este domingo, 14 de novembro, no espaço A Gráfica. A entrada é livre mas tem de se inscrever.
A Gráfica fica na Ladeira de São Sebastião.

O realizador António Aleixo, um dos distinguidos na primeira edição das Bolsas de Criação Artística de Setúbal, vai conduzir uma masterclass este domingo, 14 de novembro, a partir das 16 horas no espaço A Gráfica. O filme documental “Quis saber quem sou”, de António Aleixo, foi um dos três projetos selecionados na primeira edição das Bolsas de Criação Artística, juntamente com a criação de dança “Over-our-head drawings”, de Marta Cerqueira, e “Álbuns da Terra – um imaginário familiar”, projeto de fotografia, arquivo, cinema e teatro de Tânia Dinis.

A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Setúbal, tem como obejtivo apoiar o desenvolvimento de trabalhos artísticos, proporcionando, a cada projeto selecionado, um incentivo financeiro no valor de cinco mil euros e a possibilidade de usufruir de um espaço de trabalho nas instalações de A Gráfica.

Para dar a conhecer o processo de trabalho na realização de um documentário, como aquele que produziu para as Bolsas de Criação Artística de Setúbal, António Aleixo conduz a iniciativa “A minha vida dava um doc”, uma conversa informal de desconstrução de alguns dogmas e que fornece ferramentas para a potenciar os recursos na produção cinematográfica documental.

O que é um documentário? Como me preparo para um documentário? Serão as câmaras e/ou restantes artifícios técnicos, materiais ou tecnológicos assim tão importantes? Estas são algumas das questões às quais o realizador e guionista dá resposta. A masterclass é de entrada gratuita, mas tem de fazer a reserva, através do email agrafica@nullmun-setubal.pt.

O espaço A Gráfica acolhe, também em novembro, uma residência artística com Tânia Dinis, para aprofundar o trabalho “Álbuns da Terra – um imaginário familiar”, concebido especificamente para o contexto de Setúbal e do equipamento cultural onde decorre a iniciativa.

O cartaz da iniciativa.

António Aleixo, de 41 anos, sempre foi apaixonado por contar histórias e passou grande parte da infância a fazer banda desenhada e a construir legos. Diz que “tropeçou” na área do cinema. “Quando saí do secundário fiz um ano de Design Gráfico, mas não me identifiquei. Como na altura andava à procura de um curso de Produção Áudio e em Portugal só havia o de Som para Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema foi assim que fui parar à área”, explicou em entrevista à New in Setúbal, quando foi distinguido nos Prémios Sophia 2019, na categoria “Melhor Documentário em Curta-Metragem”, com “Kids Sapiens Sapiens”.

O realizador setubalense considera que o processo de construção de cada trabalho é natural. “Como costumo dizer, nós somos uma espécie de abutres e mentirosos, no bom sentido, porque aproveitamos as histórias de pessoas conhecidas e desconhecidas, que vemos na esplanada e usamos todas essas informações para manipular os espetadores”.

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