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Provar plantas e ouvir segredos sobre a natureza: vem aí a 3.ª edição do Moinho ConVida

O evento pretende valorizar a zona e a região de 6 a 19 de julho. Há um ciclo de atividades e uma exposição para visitar.
Conheça a região.

Há culturas, como na Indonésia, em que é comum provar larvas e insetos, e é perfeitamente natural gostar e querer sempre experimentar receitas inovadoras, com mais ou menos picante, viscosas e estaladiças. A verdade é que a gastronomia é um mundo de alternativas diferentes, e, no caso de Setúbal, com a vasta fauna e flora, há muito para explorar — e plantas para comer.

É que na terceira edição do Moinho ConVida, que decorre de 6 e 19 de julho, no Moinho de Maré da Mourisca, além do ciclo de atividades com uma exposição de desenhos de aves e uma palestra sobre biodiversidade, vai poder provar plantas halófitas — são terrestres, mas adaptam-se a viver perto ou dentro de água —, comuns no Estuário do Sado.

A primeira atividade, a 6 de julho, às 16 horas, é a inauguração da exposição “OLHÓ Passarinho”, de Victor Cordeiro, “constituída por parte da coleção pessoal de desenhos de aves, através de diferentes técnicas de desenho”. A 19 de julho, entre as 15 e as 17 horas, em “Na Mó de Cima – Plantas de Serra & Plantas de Estuário – Orquídeas Selvagens da Arrábida/Halófitas”.

Neste caso, Armando Frazão e Márcia Vaz Pinto, “dois amantes do mundo natural”, vão partilhar “segredos sobre a biodiversidade de algumas espécies únicas” do Parque Natural da Arrábida e da Reserva Natural do Estuário do Sado. A iniciativa inclui a prova de plantas halófitas e de conservas de peixe harmonizadas com vinho branco da região. A inscrição custa 5€.

“A terceira edição do Moinho ConVida desafia o público a descobrir a riqueza do Sado e da Arrábida, num programa de atividades organizado pela Câmara Municipal de Setúbal em parceria com o ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Reserva Natural do Estuário do Sado e a Salina Greens”, explica a autarquia.

Localizado numa zona de sapal, salinas e montado — e rodeado por terrenos usados, noutro tempo, para o cultivo de arroz —, o moinho de maré é um exemplo de arquitetura tradicional, possivelmente do século XVII. O da Herdade da Mourisca é um dos quatro moinhos de maré conhecidos no estuário do Sado e esteve em funcionamento até aos anos 50.

Atualmente, a Herdade da Mourisca, além de centro de informação e lazer, permite a realização de dois percursos pedestres: um na zona de estuário e outro numa área mais interior de montado. Aqui pode observar aves limícolas e plantas de sapal.

Já que estamos a falar da Arrábida, carregue na galeria e conheça nove trilhos que pode fazer para explorar a serra.

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