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O novo mural de Setúbal é dedicado à libertação da Palestina

O desenho vai ser reproduzido, no âmbito da campanha “Painting for Palestine”, que começou a 14 de janeiro e vai percorrer o mundo.
Um dos murais do projeto.

Apesar dos conflitos entre Israel e a Palestina terem surgido há mais de 100 anos, foi no dia 7 de outubro de 2023, que decorreu um ataque terrorista contra Israel, coordenado por vários grupos militantes do Hamas, na Faixa de Gaza. O grande objetivo da Palestina é sair da opressão e controlo israelita.

Ao longo dos vários períodos da história, desde a declaração de Balfour, em 1917, em que os britânicos estabeleceram o compromisso de “construir um lar nacional judeu na Palestina”, e depois das divisões do território entre os expulsos para os países árabes vizinhos ou para outros locais, os que permaneceram no Estado de Israel (não considerados refugiados), e os que se dirigiram para o que restava da Palestina histórica, na Cisjordânia, em Gaza e em Jerusalém, não há paz.

Na sequência deste último conflito, que já causou cerca de 25 mil mortos, surgiram vários movimentos de apoio ao povo da Palestina. Um desses exemplos é a iniciativa “A window to a free country”, na qual Setúbal vai participar.

No próximo domingo, 28 de janeiro, vai nascer um novo mural alusivo à causa palestiniana, resultante da transposição de uma obra de Azhar Al Majed, artista da Palestina, para uma parede no centro da cidade. O desenho vai ser reproduzido, no âmbito da campanha “Painting for Palestine”, que pretende divulgar obras de artistas palestinianos por todo o mundo. O movimento começou no dia 14 de janeiro, na Irlanda do Norte.

O mural que vai ser pintado em Setúbal.

A quinta e última sessão do ciclo de conversas promovido pelo projeto “Histórias que as Paredes Contam”, irá decorrer a 30 de janeiro, às 18h30, no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal. Intitula-se “Dos Troubles ao Brexit — a expressão muralística na Irlanda do Norte”, dia em que decorrem 52 anos desde o Domingo Sangrento em Derry, e terá como convidado Bill Roston, sociólogo irlandês. O moderador do evento será Luís Humberto Teixeira.

Com uma longa carreira de obras publicadas, incluindo um levantamento fotográfico exaustivo que documenta a evolução dos muralismo político-social nas paredes norte-irlandesas desde 1981, o investigador irlandês esteve em Portugal, em 1978, altura em que inúmeras pinturas davam vida a fachadas e muros. Agora, está de regresso ao nosso País, no ano em que se celebra o 50.º aniversário do 25 de Abril.

A conversa será encerrada com um momento musical a cargo do convidado, que fará a sua interpretação da canção de intervenção irlandesa “Your Daughters and Your Sons”, um original de Tom Sands. Com chancela do Monte de Letras e integrado no Programa das Comemorações Nacionais dos 50 anos do 25 de Abril, “Histórias que as Paredes Contam” deve o nome à tese de doutoramento de Helena de Sousa Freitas, que coordena o projeto.

Além do ciclo de conversas e do álbum sobre o muralismo, a iniciativa inclui a execução de um conjunto de novos murais, a organização de duas mostras fotográficas e a realização de um documentário sobre o processo criativo destas atividades. O projeto tem como parceiros a Câmara Municipal de Setúbal, através da iniciativa “Venham Mais Vinte e Cincos”, o Instituto Politécnico de Setúbal, a Associação dos Municípios da Região de Setúbal, juntas de freguesia do concelho, a União Setubalense e a Associação Cultural Festroia.

A seguir carregue na galeria para ver imagens, cedidas por Helena de Sousa Freitas, de alguns murais pintados em Setúbal entre os anos 90 e 2000.

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