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Número de profissionais da Linha SNS 24 vai chegar aos dois mil

A revelação foi feita pelo secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes, na habitual conferência de imprensa.
O reforço continua.

“No dia em que faz sete meses desde que foram registados os primeiros casos de Covid-19 em Portugal, gostaria de realçar uma das peças que foi e continua a ser essencial: a Linha SNS 24.” Foi assim que o novo secretário de Estado da Saúde iniciou a conferência de imprensa desta sexta-feira, 2 de outubro.

A aposta nesta linha, garantiu, não é de agora, nem apenas da pandemia, dando como exemplo o notório crescimento. O governante revelou que o número de chamadas atendidas aumentou 82 por cento em 2020, face aos 24 por cento em 2019 e 39 por cento em 2018.

O responsável referiu que isto só foi possível por causa do reforço que tem vindo a ser feito e que continua.  Adiantou também que serão reforçados os centros de atendimento de chamadas, passando o número de profissionais de “1350 para dois mil durante ainda ao outono”.

Aliás, aproveitou para dizer que há um novo call center ativo, ainda em fase experimental, na Covilhã, e que em breve vai abrir outro em Vila Nova de Gaia.

Referiu, ainda, que a linha de apoio psicológico, que foi criada no contexto da pandemia, atendeu 38.912 chamadas, das quais 3.229 foram feitas por profissionais de saúde. Já a alinha de atendimento para surdos, que era “um desejo já antigo” posto em prática por causa da pandemia, fez mais de 800 videochamadas, “tornando o SNS 24 acessível a estes cidadãos”.

Linha SNS 24 sofreu uma enorme pressão em setembro

Até à pandemia, o mês com mais chamadas atendidas pela SNS 24 tinha sido janeiro de 2019, mês em que foram registadas cerca de 200 mil chamadas. No entanto, este ano, esse número foi ultrapassado em vários meses, “tendo sido ultrapassada em dois meses a barreira das 300 mil chamadas“, disse Luís Goes Pinheiro, presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, que também esteve presente nesta conferência de imprensa.

O responsável deu o exemplo de março — mês em que foram registados os primeiros casos da doença em Portugal —, quando foram atendidas 380 mil chamadas. A pressão voltou a ser “muito forte” em setembro, com mais de 300 mil chamadas. “Na segunda-feira tivemos o recorde de triagens feitas por enfermeiros, com mais de 10 mil e 200”, explicou. Segundo Luís Goes Pinheiro, o tempo média de espera é agora de 52 segundos, com exceção do mês de março.

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