na cidade

Não são golfinhos, são roazes do Sado e os mais bonitos do mundo

Ai de quem diga o contrário. Se assim for, vou ter de me zangar.
É incrível.

Era como jogar na lotaria. Não havia certezas, mas o jogo era mais divertido assim. Depois de sair de Tróia, escolhia-se o lugar com melhor vista do ferry para ver se eles apareciam. 

Uma sanduíche para as gaivotas não podia falhar e o vento nunca era motivo para nos escondermos debaixo da saia da mãe. Àquela hora os golfinhos costumavam andar por ali e o cenário era bonito de mais para ignorar. 

“Olha, os golfinhos, mamã”, dizia eu para todo o barco ouvir. E ela lá me corrigia mais uma vez com paciência. “São roazes do Sado, filha, e os mais bonitos do mundo”. 

Naquela altura só queria crescer para ir para mais perto deles, como se fosse possível não me assustar. Queria tocar-lhes e naquele mar nadar, como se tivesse o direito de os ir incomodar. 

Digo isto porque não aguento ver tantas embarcações de recreio a aborrecê-los só para tirarem uma boa fotografia. Mal sabe aquela gente que a melhor memória fica gravada no coração. 

Coração que derrete de cada vez que os vejo ao longe, entre piruetas e brincadeiras sem parar. Acho que são um bocadinho meus e de todos aqueles que de Setúbal gostam sem explicação. 

Quando estou em algum sítio e deles me vêm falar, respondo sem hesitação: não são golfinhos, são roazes do Sado e os mais bonitos do mundo. 

A seguir, conheça as empresas setubalenses com passeios para observar os golfinhos.

Vertigem Azul: 35€ por adulto e 20€ por crianças dos três aos 12 anos
Sado Arrábida: 35€ por adulto e 15€ por crianças dos quatro aos 12 anos
Troia Cruze: 35€ por adulto e 15€ por crianças dos quatro aos 12 anos

tags: crónica, golfinhos, rio sado, roazes, setúbal