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Já viu como era o edifício do Fórum Luísa Todi em 1945?

A New in Setúbal mostra-lhe algumas imagens antigas do famoso equipamento cultural setubalense. Veja tudo o que mudou.
Teatro Luísa Todi - fachada, 13 de maio de 1945, da Coleção Américo Ribeiro | Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro DIBIM | DCDJ | Câmara Municipal de Setúbal.

O Fórum Municipal Luísa Todi é a maior sala de espetáculos da cidade. É lá que decorrem os grandes eventos do concelho, desde concertos, espetáculos de teatro, performances de dança, apresentações de projetos municipais, conferências, entre outros. No entanto, o equipamento cultural, com o nome da cantora lírica setubalense Luísa Todi, já teve várias designações e uma arquitetura diferente daquela que conhecemos hoje.

Para reconstruir essas memórias e fazê-lo viajar no tempo, a New in Setúbal reuniu algumas fotografias antigas retiradas do Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro, cedidas pela Câmara Municipal de Setúbal. Com a ajuda dessas imagens a preto e branco vai conseguir perceber a evolução da sala de espetáculos ao longo do tempo.

Antes disso, contamos-lhe um pouco da história do equipamento. O Cineteatro Luísa Todi foi inaugurado a 24 de julho de 1960 pelo presidente da república Américo Tomás e é propriedade da Câmara Municipal desde 1990. O edifício está instalado no local onde antes existiu o Teatro Rainha D. Amélia.

Esse teatro foi construído pela Empresa de Recreios Setubalense e as obras começaram em outubro de 1894, sob a direção do arquiteto italiano Nicola Bagaglia. O teatro, inaugurado oficialmente a 1 de agosto de 1897, era iluminado a gás e a sala tinha capacidade para 222 lugares na plateia, oito frisas, 17 camarotes de primeira ordem, outros dez de segunda ordem, dois balcões e a galeria de fundo.

Teatro Luísa Todi – diversas vistas do exterior e do interior do teatro, com pinturas nas paredes, 15 de julho de 1958, da Coleção Américo Ribeiro | Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro DIBIM | DCDJ | Câmara Municipal de Setúbal.

Porém, depois da implantação da república, o Teatro Rainha D. Amélia passou a chamar-se Teatro Avenida, em 1911. Nos anos que se seguiram, o edifício atravessou um período de degradação recebendo, em 1915, a Academia Sinfónica de Setúbal, que rebaptizou a sala de “Luísa Todi”. Em maio de 1918, depois de ter encerrado ao público, o Luísa Todi reabriu mais modernizado e no formato de cineteatro.

No entanto, o teatro voltou a ser alvo de atos de vandalismo e foi novamente comprado por Raul Perfeito dos Santos, que o remodelou e entregou à empresa Rosa Albino. Quando o empresário José Maria da Rosa Albino morreu, o teatro deixou de receber eventos e estava quase em ruínas. 

Adquirido, entretanto, pela Companhia União Fabril, o Luísa Todi foi novamente demolido para dar lugar ao atual edifício, desenhado pelo arquiteto Fernando Silva responsável pelos projetos do edifício Imaviz, Hotel Sheraton e do Cinema São Jorge, em Lisboa.

Interior do Teatro Luísa Todi (antigo Teatro Rainha D. Amélia) visto do palco, 15 de julho de 1958, da Coleção Américo Ribeiro | Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro DIBIM | DCDJ | Câmara Municipal de Setúbal.

Já nas mãos do município de Setúbal, a sala de espetáculos sofreu novamente obras em 2009 e reabriu ao público a 15 de setembro de 2012. O projeto de remodelação foi concebido por Paulo Ramos e Cidália Worm, do gabinete ETU – Espaço, Tempo e Utopia, a partir de um plano desenvolvido pelo arquiteto municipal Sérgio Dias.

Apesar das várias intervenções no interior e exterior do edifício, o Fórum Municipal Luísa Todi manteve os traços arquitetónicos originais, sendo ainda hoje uma das imagens de marca da cidade.

Além da sala principal, o equipamento tem uma cafeteria, um foyer com espaços de exposição, área de venda de merchandising, bengaleiro e um playground para os miúdos. No exterior do edifício, junto à entrada principal, está uma escultura com três metros de altura inspirada numa gravura de Luísa Todi.

A fachada do Fórum Municipal Luísa Todi na atualidade.

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