na cidade

Ho’oponopono: a técnica de meditação havaiana que está a conquistar novos fãs

Nada como fazer as pazes connosco próprios neste início de ano.
Não paga nada por tentar.

O ano de 2020 já lá vai mas a herança da pandemia vai prolongar-se durante este ano. Esta sexta-feira, 15 de janeiro, Portugal começou novo período de confinamento, mais um teste aos portugueses, que vão ter de ficar em casa mais tempo do que esperavam, com o impacto social e económico que isto traz.

Talvez não seja acaso que por esse mundo fora haja uma técnica já antiga de meditação a ganhar nova força. Falamos do ho’oponopono, curiosa palavra que representa corrigir um erro uma espécie de reconciliação pessoal.

Trata-se de uma prática que não requer muitos ensinamento. Basicamente, na procura de um bem-estar pessoal, esta forma de meditação “ensina-nos a fazer as pazes connosco próprios, com o nosso interior e com os demais, e que parte da ideia de que repetimos sistematicamente pensamentos negativos”, explicam os instrutores citados pela “Glamour”. 

Esta técnica de perdão pessoa foi desenvolvido por Kahuna Lapa’au Morrnah Nalamaku Simeona (1913–1992). A técnica ganhou alguma fama graças a Joe Vitale, autor de livros de auto-ajuda espiritual, ter contando um episódio envolvendo um psicólogo havaiano, Ihaleakala Hew Len.

A história é mais do domínio da fantasia mas ela aqui vai: na década de 1980, Ihaleakala Hew Len terá usado a técnica para ajudar toda uma ala prisional num hospital psiquiátrico. O surpreendente? Fê-lo ao longo de anos sem privar diretamente com os detidos com problemas psiquiátricos. Recorrendo à análise das fichas de cada paciente, plicava as palavras-chave do ho’oponopono, e a repetição da técnica mudava o seu estado de espírito.

O relato de Joe Vitale tem servido de cartão de apresentação à técnica e no Havai há mesmo sacerdotes especializados neste tipo de meditação. Mas é possível reduzir a técnica de ho’oponopono para perceber como funciona e por que razão anda a encontrar novos adeptos nesta altura.

Em vez de se deixar invadir por pensamentos de mágoa e ideias negativas que por vezes nos perseguem, pode substituí-las por quanto mantras. São quatro frases simples que a pessoa repete para si mesma, com o objetivo de encontrar o tal bem-estar interior: “Sinto muito”, “amo-te”, “perdoa-me” e “sou grato”.

Quem o aplica na rotina diária não precisa de sessões longas. A ideia passa por recentrar-se e não precisa de nenhum equipamento para tal. Basta algum tempinho livre e pouca confusão à volta. O espírito positivo das mensagens junta-se à ideia de relaxamento. E relaxar pode muito bem ser uma boa ajuda nestes tempos estranhos.

MAIS HISTÓRIAS DE SETÚBAL

AGENDA