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Elixires orais mataram o coronavírus em 30 segundos em laboratório

Os resultados preliminares de uma investigação apontam para o cloreto de cetilpiridínio como o elemento eficaz.
O estudo é promissor.

Por esta ninguém estava à espera. Um relatório preliminar de um estudo da Universidade de Cardiff revela que os elixires bucais que contêm cloreto de cetilpiridínio na sua composição mostraram “sinais promissores” de serem capazes de reduzir a presença do novo coronavírus na saliva dos infetados.

As conclusões terão ainda que ser revistas por outros especialistas — e, claro, eventualmente testadas em ensaios clínicos —, embora os resultados obtidos até ao momento tenham sido entusiasmantes. Contudo, a capacidade para eliminar o vírus em laboratório pode não significar uma via de tratamento. Desde logo porque, mesmo sendo eficaz, só terá capacidade de reduzir a carga viral na região bucal — e nunca nas vias respiratórias. 

Os elixires orais com maior taxa de sucesso foram os que continham 0,07 por cento de cloreto de cetilpiridínio — que comprovaram ter capacidade para reduzir a carga viral do vírus presente na nasofaringe e orofaringe. 

“Se estes resultados se refletirem no estudo que se segue, os elixires bucais poderão tornar-se parte da rotina das pessoas, ao lado de hábitos como lavar as mãos, distanciamento físico e o uso de máscaras”, revela um especialista à “BBC”.

Para aferir se estes bons sinais se concretizam em casos reais, o Hospital Universitário de Gales irá dar início a um ensaio clínico de 12 semanas. Os resultados deverão ser conhecidos no início de 2021.

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