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Cozinhar no microondas faz mesmo mal à saúde?

O novo livro “Mitos Alimentares”, do médico italiano Marcello Ticca, desmistifica mais de 99 ideias sobre alimentação.
A dúvida acaba agora.

O primeiro microondas de cozinha tinha 1m70, 340 quilos e custava o equivalente a 41.500€. O protótipo nasceu em 1945, quando um engenheiro chamado Percy LeBaron estudava uma tecnologia que, durante a Segunda Guerra Mundial, foi utilizada para detetar aviões inimigos. Na altura, levava no bolso uma barra de chocolate que derreteu enquanto trabalhava. Quando percebeu o que tinha acontecido, colocou um pacote de pipocas no tubo deste aparelho e, depois, ovos. Estes foram os dois primeiros alimentos a serem testados naquilo que seria o primeiro microondas.

Agora, 63 anos depois, este eletrodoméstico é, talvez, uma das melhores invenções de sempre da cozinha. Mas há um pensamento que nos assombra desde o início: será que ele faz mal à saúde?

O novo livro “Mitos Alimentares“, de Marcello Ticca, médico, professor e especialista em Ciências da Alimentação, que é também vice-presidente da Sociedade Italiana de Ciências da Alimentação e membro da Sociedade Italiana de Nutrição Humana, responde a isso.

Vamos à parte técnica: este tipo de cozedura baseia-se na ação das ondas eletromagnéticas de alta frequência, que são produzidas por um dispositivo especial (o magnetrão) e que pertencem à mesma família do rádio. Na prática, o que interessa saber é que o microondas aquece cerca de cinco vezes mais depressa do que os métodos convencionais (gás ou eletricidade) e que pode atingir temperaturas muito elevadas — mas por curtos espaços de tempo.

Segundo o especialista, isto “é uma vantagem para a conservação do valor nutritivo dos alimentos, devido à curta exposição a elevadas temperaturas e à ausência de perdas de dissolução dos caldos”.

Quanto a vantagens, além das que já foram ditas, o médico destaca a irrelevante variação de sabor e cor, bem como o uso de menos gordura, sal e condimentos.

tags: alimentação, cozinhar, marcello ticca, microondas, mitos alimentares, saúde

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