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Clube da Arrábida avança com queixa contra a destruição da Pedra Furada

A denúncia foi feita esta terça-feira, 16 de abril à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Clube da Arrábida considera que a "obra é um verdadeiro atentado ambiental".

O Clube da Arrábida apresentou uma queixa à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) contra a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) pela demolição da zona submersa da Pedra Furada. A denúncia foi feita esta terça-feira, 16 de abril e diz respeito à destruição do geo-monumento icónico de Setúbal durante as obras de melhoria dos acessos marítimos de ligação ao Porto de Setúbal.

O monumento geológico, na Estrada da Graça tem mais de dois milhões de anos, é único na Europa e classificado pela autarquia de “interesse público”. A demolição durou cerca de uma semana e foi feita com recurso a um martelo hidráulico subaquático, que emite um grande ruído, colocando em risco a comunicação entre a colónia de golfinhos roazes do Sado.

Em comunicado, o Clube da Arrábida refere que “a obra é um verdadeiro atentado ambiental” e espera que “a APA obrigue a APSS a parar os restantes trabalhos, devido a este procedimento ilegal”. 

O Clube apela ainda à presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira que se pronuncie novamente — a autarquia já manifestou anteriormente a sua oposição à obra — e peça uma avaliação rigorosa dos impactos causados à Pedra Furada e à colónia de golfinhos do Sado.

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