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Catarina Branco: a bailarina de dança oriental que brilha nos palcos internacionais

A setubalense é a profissional mais premiada do País. Vai abrir um estúdio de dança, em outubro.
Catarina Branco tem 27 anos.

Catarina Branco, 27 anos, é bailarina, coreógrafa e professora de dança oriental. A New in Setúbal esteve à conversa com a jovem, que este ano vai concretizar o “sonho antigo” de abrir o primeiro estúdio de dança oriental, em Setúbal: o Catarina Branco Oriental Studio. O espaço, com inauguração prevista para outubro vai ficar nas instalações do Motosado, na Rua General Daniel de Sousa, no Montalvão perto das bombas de gasolina da Repsol.

As atividades vão ser essencialmente aulas de dança oriental e, posteriormente workshops e convívios. “A ideia é ter um espaço para desenvolver a minha arte. Os meus grandes objetivos são divulgar a dança oriental, dignificá-la e aumentar o número de praticantes. Quero também dar oportunidade aos que pretendem seguir uma carreira profissional”, conta à New in Setúbal, a coreógrafa.

A dança faz parte da vida de Catarina, desde sempre. Mas foi aos 16 anos, quando a bailarina se inscreveu num ginásio em Setúbal e assistiu pela primeira vez a uma aula de dança oriental, que se rendeu aos movimentos e elegância dos passos. “Fiquei completamente fascinada, inscrevi-me logo e desde aí nunca mais parei”, confessa.

Começou em 2009 a aprender com a professora Sandra Silva e, no ano seguinte, entrou na famosa Academia Dançalivre, em Lisboa. Foi lá que conheceu a sua grande mestre, Sara Naadirah e aperfeiçoou a técnica. Em paralelo, fez a sua formação académica em Gestão de Empresas, na NOVA School of Business and Economics em Lisboa, que concluiu em 2015. Participou na sua primeira competição em 2011, no East Fest Lisbon, onde também venceu na categoria amadora.

Atualmente, a setubalense soma 26 prémios, em concursos internacionais e foi ainda distinguida pelo município de Setúbal como Jovem Revelação 2016, na área da Dança. Em 2017, tornou-se na única portuguesa a integrar a maior companhia de dança oriental do mundo, a Bellydance Evolution. 

Este ano já ganhou três prémios, em França e no Egito. Em França, participou no Oriental Marathon Festival. Ficou em terceiro lugar em duas categorias: a de orquestra ao vivo e também na categoria de folclore, com uma coreografia fechada. Foi igualmente a única portuguesa na corrida, ao lado de bailarinas de França, Espanha, Itália, Alemanha, China, Ucrânia, Estados Unidos da América, entre outras nacionalidades.

O prémio mais recente (terceiro lugar na categoria master) foi atribuído em julho, no Ahlan Wa Sahlan 2019, a competição mais antiga do Egito, considerado a “capital da dança oriental”. Catarina Branco apresentou uma coreografia, com banda ao vivo (improviso) e um folclore (saidi do sul do Egito).

Catarina Branco é também professora de dança oriental desde 2015. Dá aulas todos os dias, e sempre que tem performances ou competições intensifica os treinos para criar as coreografias. Pratica ainda atividades complementares, como ioga, pilates, barra de chão e ballet. Viaja regularmente pela Europa para estar com os maiores nomes da dança oriental internacional, participando como convidada em vários festivais no estrangeiro, onde mostra o seu trabalho. A jovem setubalense usa também as redes sociais Facebook e Instagram, e tem um canal de YouTube e site para mostrar as suas atuações.

Acredita-se que a origem da dança oriental (em árabe, raks sharki) remonta ao antigo Egito, há cerca de cinco mil anos antes de Cristo, sendo uma prática pré-faraónica. “Na altura, era dançada por sacerdotisas em homenagem à deusa-mãe, porque a mulher era encarada como o género mais importante por gerar vida”, explica a bailarina. Os passos básicos da dança oriental dividem-se em três tipos: ondulatórios, secos e vibratórios, um exemplo deste último é o shimy. Hoje em dia, este estilo de dança também é dançado por muitos homens. 

Carregue no vídeo para ver a atuação de Catarina Branco, na competição Ahlan Wa Sahlan, no Egito.

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