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Câmara de Setúbal vai lançar um projeto-piloto de trotinetas elétricas partilhadas

O objetivo da iniciativa é promover a mobilidade elétrica na cidade. As trotinetes vão ficar disponíveis para alugar em breve.
Um dos parques vai ficar instalado no Parque Urbano de Albarquel.

Os portugueses estão a aderir cada vez mais a opções de mobilidade elétrica para ajudar o ambiente e poupar dinheiro em combustível. O problema é que nem sempre é possível encontrar postos de carregamento nas cidades, o que se torna um problema para muitos condutores de carros elétricos ou bicicletas. 

A pensar nesses casos, a Câmara Municipal de Setúbal vai lançar, a título experimental, um sistema de trotinetas elétricas partilhadas para utilização individual da população nas suas deslocações urbanas.

A medida é um projeto-piloto destinado a potenciar a micromobilidade em Setúbal, no âmbito de uma parceria entre a empresa Bolt e a autarquia, aprovada na reunião pública da passada quarta-feira, 5 de maio.

A fase experimental terá a duração de seis meses, período em que ficam à disposição entre 200 a 300 trotinetas elétricas para aluguer, com a gestão dos equipamentos e a segurança dos utilizadores a cargo da empresa.

Os custos dos alugueres são, durante as primeiras duas semanas de lançamento do projeto-piloto, de cinco cêntimos por cada minuto de utilização. Depois dessa fase, os valores vão variar entre os 14 e os 25 cêntimos.

Os parques das trotinetas vão ficar instalados na Avenida Luísa Todi, na zona nascente e poente, no Parque Urbano de Albarquel, nas praças de Bocage e do Brasil, no cais dos ferries, na Avenida 22 de Dezembro na zona do Convento de Jesus, na Loja do Cidadão próximo do Hospital de São Bernardo e na Avenida Rodrigues Manito.

A autarquia explicou que “um dos principais objetivos desta medida é o investimento em modos mais ativos e sustentáveis em alternativa ao uso do transporte individual, em especial em deslocações de curta distância”. 

Em Setúbal, acrescenta a proposta, “as deslocações motorizadas com menos de 1,5 quilómetros de distância têm um peso significativo em várias zonas, onde cerca de 80 por cento dos casos são deslocações que ocorrem dentro do próprio concelho e 50 por cento dentro das próprias freguesias”.

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