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NØ MAN’S LAND: Palmela vai receber um novo festival de música eletrónica

Dois irmãos palmelenses estão a preparar a primeira edição de um evento que pretende receber milhares de pessoas.

No próximo sábado, 18 de julho, a histórica Adega de Palmela vai receber o primeiro grande festival de música eletrónica da vila de Palmela. O ambiente rústico, mas também industrial, combina na perfeição com a energia deste projeto, defendem os organizadores. Ali, a música não incomoda ninguém – e também não haverá grandes problemas com os carros estacionados, garante Daniel da Silva Anselmo, de 30 anos.

Daniel está a organizar o evento em conjunto com o irmão, Ricardo da Silva Anselmo, cinco anos mais velho, que também vai atuar como DJ sob o nome Ansellmø. A ideia nasceu “de ter uma festa da comunidade, que não estivesse presa a nenhum local e que fosse livre de barreiras geográficas. E então surgiu o nome NØ MAN’S LAND”, conta Daniel à New in Setúbal.

“É uma festa na terra de ninguém, na terra da comunidade.”

Para quem quer divertir-se perto de casa e com qualidade, a NØ MAN’S LAND é a escolha certa, defende o organizador. “Não há dúvidas nenhumas de que a festa tem tudo para correr bem”, continua Daniel da Silva.

“O cartaz, o sítio, um preço bastante simpático. Até esgotou o primeiro lote.” A festa começa às 18 horas e termina às três da manhã. Os bilhetes podem ser comprados online, com preços que começam nos 20€

NØ MAN’S LAND junta Djeff e vários DJ sets nacionais

Para esta edição, os dois irmãos de Palmela quiseram apostar em artistas locais, bancas de comida da região e marcas portuguesas. O maior nome do festival de música eletrónica é, certamente, Djeff, que conta com centenas de milhares de seguidores. A sua presença é quase uma distinção para a NØ MAN’S LAND.

“O Djeff é o cabeça de cartaz e tem sido muito seletivo nos sítios onde toca”, garante a organização.

 
 
 
 
 
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Tal como acontece com muitos DJ, Daniel e Ricardo nunca tinham trabalhado nesta área. Foram “cold calls”. “Nem sempre é fácil e os festivais têm de cumprir alguns requisitos.”

Além de Djeff, vão atuar John Gemiini & NASSÁ, DJ Maddox, que juntos dão origem ao Habitat Music, DJ Gabriel Nazaré & Hugo Tabaco, Tiago Cruz, e Ricardo como DJ Ansellmø. “O meu irmão sempre teve esse sonho e agora vai estrear-se no nosso palco”, revela Daniel, entusiasmado. 

Lisboa deixa de ser a única opção

A maioria dos grandes eventos em Portugal acontece em Lisboa. “As pessoas como nós, cá da região, têm sempre de ir à capital para ir a festas. Queríamos oferecer uma alternativa com qualidade perto de casa, mas de portas abertas para toda a gente”, explica Daniel à NiS.

O festival foi desenhado para receber pessoas vindas de todos os cantos do País, mas o público da região — da Costa da Caparica, de Setúbal, Palmela, Barreiro ou Montijo — é fundamental.

Os dois irmãos querem, com este projeto, colocar a sua vila na rota dos grandes eventos nacionais. Na NØ MAN’S LAND, esperam receber pelo menos duas mil pessoas. Além da música, haverá “um espaço onde as pessoas podem fugir da música e relaxar um pouco”.

Por isso, o festival vai contar com um espaço chamado Ink & Look, sobre o qual ainda não há informações na página do evento. Daniel revela à NiS, em exclusivo, do que se trata: “Inclui um mercado com marcas portuguesas jovens como a Choq, maquilhagem profissional e uma zona de tatuagens.”

Não vai faltar comida do estilo street food – incluindo sobremesas da marca Lata Cookies, criada por jovens palmelenses. O food court até vai contar com a assinatura do conhecido cozinheiro Chef Chakall, Eduardo Andrés López.

“Nos eventos que criamos gostamos de ter algo além de só música e bar”, sublinha Daniel, que atualmente trabalha como consultor na área de entrega de comida online. O foco é também criar uma experiência local, com marcas e negócios da região.

Como tudo começou

Tudo começou com a Palmela Beach Party, evento da sociedade Filarmónica Palmelense Loureiros que teve 2 edições criadas, e foi então que Ricardo e Daniel se juntaram para organizar a terceira e quarta edição, que acabou por se tornar um sucesso. A partir daí o bichinho ficou e então depois desse sucesso criaram o Winelands, e agora o Nø Man’s Land.

“Pareceu-me muito bem, porque Palmela tem muito potencial”, diz Daniel. Entre os dois irmãos, garante, o trabalho de equipa funciona bem.

Para o futuro de Palmela, Daniel gostaria de ver nascer um festival com a dimensão e a importância de eventos como o Rock in Rio ou o NOS Alive. “Eu adorava”, admite à NiS.

“Idealmente, gostava de envolver a vila e o castelo, para transmitir mais a cultura de Palmela.” O objetivo é colocar Palmela como marca “no centro dos festivais da Margem Sul”.

Durante os preparativos para a NØ MAN’S LAND, os dois irmãos deram mais um passo importante. Daniel e Ricardo foram convidados para organizar uma after party no Rock in Rio. “Foi uma grande surpresa”, conta o organizador.

“Fizemos uma festa dentro da festa, numa espécie de zona VIP ou backstage, e organizámos um after quando o festival terminou.” Acabou por ser uma boa montra para a NØ MAN’S LAND. 

Daniel adora música eletrónica, mas ainda não sabe se, enquanto organizador, vai conseguir aproveitar a NØ MAN’S LAND como público. “Passamos o evento a correr e às vezes nem me lembro
de jantar”, conta o jovem de 30 anos. Há sempre alguma coisa a acontecer – na entrada, no bar ou noutro ponto do recinto – que exige a sua atenção.

“Espero conseguir dançar e aproveitar um bocadinho. E que, desta vez, não tenha de fazer tantos quilómetros. Os meus sapatos ficaram muito gastos”, diz Daniel, entre risos. Talvez, desta vez, os sapatos só se gastem na pista.

Carregue na galeria para conhecer melhor o espaço em que se vai realizar o NØ MAN’S LAND.

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