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Matiné Intemporal Autêntica está de volta com festa para todos, tatuagens e cerâmica

No dia 8 de março, a o evento está de regresso com decoração em honra de artistas femininas, tatuagens e uma Art Fair só delas.

“Dançar durante o dia, porque não?” O conceito que conquistou Setúbal está de volta e, desta vez, coincide com uma data que não passa despercebida. A Matiné Intemporal Autêntica regressa no próximo dia 8 de março, entre as 17 e as 20 horas, na já habitual Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense, com uma edição especial que assinala o Dia Internacional da Mulher, mas sem rótulos, sem exclusões e sem perder a essência que a tornou um sucesso.

A fórmula mantém-se fiel ao ADN do projeto criado por Tânia Baguinho, Rita Cruz e Aleksandra Maldžisk: uma pista de dança a funcionar ainda de dia, clássicos que resistem ao tempo, ambiente descontraído e a possibilidade de estar em casa cedo. Mas, desta vez, há um cuidado especial na curadoria artística. Não para fechar portas, mas precisamente para as abrir.

“Calhou a festa ser no Dia da Mulher, mas não queremos passar a imagem de que vai ser uma festa de mulheres”, explica Tânia. “Na verdade, marca um dia em que assinalamos tantas conquistas, mas também uma luta contínua. Esta vai ser uma festa de todos”, refere Tânia.

Apesar de a coincidência da data não ter sido 100 por cento planeada, foi abraçada como se o tivesse sido. O trio decidiu assumir o momento e transformá-lo numa oportunidade de reflexão leve, sem perder o espírito de celebração que caracteriza a Matiné.

“Queremos que todos venham dançar na União e não só pro este nome referente ao espaço físico, mas também à União de todos. Não podemos esquecer que, apesar deste ser um momento de celebração da mulher, os homens continuam a ser importantes aliados nesta luta pela igualdade de género”, sublinha Tânia.

Querem celebrar conquistas, reconhecer que a luta continua, mas fazê-lo de forma inclusiva. Não se trata de criar um evento segmentado, mas de reforçar que a igualdade também se constrói em conjunto.

Artistas femininas dentro e fora da pista

Se a festa é para todos, a curadoria desta edição tem um foco específico. “Só vamos ter artistas femininas para assinalar este dia”, revela Tânia. A Art Fair mantém-se, como já vem sendo tradição, mas desta vez com um alinhamento 100 por cento feminino. A tatuadora Marta Rosa volta a marcar presença durante a tarde, dando continuidade a uma das vertentes mais procuradas da Matiné.

A ela juntam-se duas ceramistas, Teresa Pessoa e Rita André, que vão expor as suas peças no espaço, bem como uma criadora de joalharia, Beatriz Figueiredo, que já tinha participado na edição anterior.

Também a música vai ser assegurada por uma mulher da equipa Matiné. Não se trata de apostar num nome sonante, mas de manter a coerência com o espírito do projeto: o protagonismo é da música, não do DJ.

Para reforçar a homenagem, o espaço vai ser decorado com capas de vinis de artistas femininas. Uma pequena exposição que celebra vozes que marcaram várias  gerações.

Quem já marcou presença numa das festas, sabe que a Matiné Intemporal Autêntica vive da energia na pista de dança. No entanto, has há sempre espaço para pequenas novidades. Nesta edição, vai encontrar um local específico para fotografias e partilhas nas redes sociais. “Vamos arranjar uma espécie de canto especial para as pessoas poderem tirar as fotografias e ajudar a passar a palavra destas festas”, explica Tânia.

A ideia passa por criar um cenário que incentive o público a divulgar o evento de forma espontânea, mantendo viva a dinâmica comunitária que tem feito crescer o projeto desde a primeira edição, em abril do ano passado, que juntou mais de 200 pessoas.

O objetivo continua a ser o mesmo desde o início: provar que é possível divertir-se sem sacrificar o dia seguinte. “No fim, o que queremos é que as pessoas saibam que esta é uma festa para dançar durante o dia e para se divertirem”.

A logística mantém-se simples e fiel ao espírito old school da Matiné. Os bilhetes custam 5€ e são vendidos exclusivamente à entrada (não há venda online, nem pré-venda). A bilheteira abre às 16h30, para quem quiser garantir lugar com antecedência, mas a pista só começa oficialmente às 17 horas. O encerramento está marcado para as 20 horas, sem prolongamentos.

O modelo, que já provou que funciona, é direto, acessível e sem complicações. E, ao contrário do que acontece na maioria das festas, aqui o relógio não é inimigo, mas sim aliado.

Depois da edição de novembro, esta é a primeira de 2026 e até já se fala numa possível nova data em maio. Para já, o foco está no dia 8 de março, uma tarde para dançar, celebrar e reforçar que igualdade também se constrói em festa e na União, tanto física, como simbólica.

Carregue na galeria para ver como foi a última edição da Matiné Intemporal Autêntica.

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