Há regressos que já esperamos, mas que conseguem surpreender. No caso da MAJI, o arranque da temporada de 2026 não serve apenas para voltar à agenda cultural de Setúbal, mas para mostrar até onde a marca setubalense quer chegar. A 9 de maio, a promotora regressa com a primeira edição do ano e escolheu fazê-lo num dos cenários mais emblemáticos da cidade: o Forte de São Filipe.
A festa Halo Sunset promete transformar o fim de tarde setubalense numa experiência onde a música, a paisagem e a identidade local se fundem no mesmo plano. O evento decorre entre as 17 horas e a uma da manhã, para acompanhar a transição de luz que a organização considera central na experiência.
“Esta data acaba por não ser apenas uma abertura do calendário, mas um momento em que podemos mostrar o que andámos a construir este tempo todo, para onde estamos a ir e o que queremos para esta temporada”, explicou Carolina Lino, PR Manager da MAJI, à New in Setúbal.
Esta edição ganha um reforço importante com a entrada da Juicebox, promotora lisboeta que se junta à MAJI nesta curadoria. O resultado é um encontro entre duas marcas com universos semelhantes, que prometem um sunset com um line-up pensado ao detalhe e um objetivo comum: fazer de Setúbal um destino onde também se vem pela cultura, pela música e pelas experiências.
A designação Halo Sunset não foi escolhida por acaso. Segundo Carolina Lino, “a ideia vem do halo de luz que aparece como o pôr do sol, aquele momento em que tudo fica dourado”. É essa sensação que a organização quer transportar para o evento, criando uma atmosfera envolvente, luminosa e quase suspensa, em que a experiência começa muito antes da noite cair.
Esse cuidado com o ambiente não se resume apenas à escolha do nome. A MAJI tem vindo a construir a sua identidade a partir desta lógica de curadoria, em que a música é peça central, mas nunca aparece desligada do espaço, da luz, da energia e da forma como as pessoas vivem o evento.
“Não queremos que as pessoas venham para assistir ao espetáculo dos DJs e vão embora, mas sim que façam parte da MAJI”, sublinha Carolina. A festa não é pensada como uma sucessão de atuações, mas como um momento único, com ritmo próprio, em que tudo deve contribuir para a sensação de presença.

É por isso que o horário foi desenhado para acompanhar a mudança de atmosfera ao longo da tarde e da noite. A festa começa às 17 horas e prolonga-se até à uma da manhã, permitindo viver o pôr do sol sobre o Sado, a passagem de um céu fogoso para o azul profundo ao início da noite e a intensidade do palco, já num ambiente noturno. “Há um momento em que a luz muda e a música encaixa perfeitamente. Olhamos à volta e a sensação é de estar a viver uma experiência completamente diferente”.
Forte de São Filipe, Juicebox e um line-up pensado ao detalhe
Se há elemento que torna esta edição especial é o local. O Forte de São Filipe já recebeu sunsets da MAJI noutras ocasiões, mas continua a ser um daqueles cenários raros, que parecem amplificar tudo o que ali acontece. E a organização sabe-o bem. “O Forte de São Filipe é um sítio que não precisa de uma produção gigante para impactar. Temos a Arrábida de um lado, o estuário do outro e o pôr do sol transforma tudo”.
Na prática, significa que o espaço não é tratado como um simples cenário para ficar bem nas fotografias. Faz parte da própria narrativa do evento. “O local faz parte da experiência, não é só o background”, reforça Carolina.
A outra novidade é a parceria com a Juicebox, promotora de Lisboa que entra neste Halo Sunset como cúmplice da visão da MAJI. Carolina explica que já acompanhavam o trabalho da marca e que existe “uma afinidade natural entre as duas, na forma como pensamos a música, a estética e em todo o tipo de ambiente que queremos construir”. Não se trata, por isso, de uma colaboração ocasional, mas de uma junção pensada a partir de valores e linguagem comuns.
Também o cartaz foi pensado à medida deste encontro. O line-up arranca entre as 17 e as 20 horas com três resident DJ’s da Juicebox, que assumem a abertura e os primeiros passos da viagem sonora do sunset. Entre as 20 e as 23 horas entra GPU Panic, anunciado em exclusivo à New in Setúbal como headliner desta edição.
Carolina descreve-o como “um produtor e compositor de Lisboa, que tem um projeto próprio” e destaca “uma forma muito particular de trabalhar o som ao vivo”. O encerramento fica a cargo de Kokeshi, entre as 23 horas e a uma da manhã, DJ e curadora lisboeta que já passou por espaços e eventos como o Boom Festival, NEOPOP e o Rock in Rio.
O evento conta ainda com a confirmação da Breezy Sensation entre as marcas parceiras, havendo outras colaborações por anunciar. Os bilhetes já estão à venda online, em sistema de lotes.
A visão de uma marca que quer valorizar Setúbal
A ambição da MAJI nunca foi apenas fazer festas bonitas em sítios especiais. Desde o início, o projeto tem procurado afirmar uma ideia mais ampla. A de que Setúbal pode e deve acolher eventos com curadoria forte, identidade visual, cuidado estético e uma programação capaz de atrair público de dentro e de fora da cidade.
Carolina diz mesmo que a MAJI quer “contribuir para mudar isso”, referindo-se ao facto de Setúbal ter património, paisagem, vinho, serra e rio, mas durante muito tempo não ter visto esse potencial totalmente aproveitado ao nível das experiências culturais que os espaços pedem. Para a marca, Setúbal “merece mais” e esse mais significa eventos com identidade, exigência e uma visão que valorize a cidade em vez de apenas a usar como pano de fundo.
“Não queremos usar Setúbal como uma mera localização”. A MAJI quer integrar-se na cidade, ajudar a redefinir a forma como ela é vivida e mostrada e criar razões para que mais pessoas venham até cá por causa deste tipo de experiências. “Queremos que as pessoas venham a Setúbal por causa de eventos como este e que voltem não só à MAJI, mas a esta cidade magnífica”.
Essa relação com o território é um dos pilares em que assenta o projeto. A MAJI nasceu ligada à região, aos seus lugares e à ideia de coexistência entre música, natureza e comunidade. Por isso, crescer nunca poderia significar afastar-se dessa base. “A visão sempre foi crescer com eles, não apesar deles”.
De conversa entre amigos a uma comunidade que marca a agenda da cidade
A história da MAJI começou há pouco mais de um ano, durante uma conversa entre cinco amigos que viajavam muito e que, por isso, estavam habituados a contactar com outros ambientes culturais.
Dessa troca nasceu a vontade de criar em Setúbal uma experiência diferente da típica saída à noite para ir a um bar ou discoteca. Carolina Lino, responsável pela comunicação da marca, explicou à New in Setúbal que a maioria do grupo estava ligada ao mundo da aviação e que foram essas viagens que lhes “abriram o apetite para um tipo de experiência noturna diferente do que já é normal”.
O nome MAJI, que significa “água” em swahili, ficou ligado à ideia de coexistência e aos elementos naturais. A partir daí, a marca começou a construir eventos pensados para cruzar som, paisagem, identidade e comunidade, sempre com uma atenção especial ao ambiente e ao tipo de público que queria reunir. Não se tratava apenas de organizar festas, mas de criar encontros com coerência, atmosfera e sentido de pertença.
Ao longo do primeiro ano, a MAJI foi crescendo e criando uma base fiel de público. Em 12 meses organizou várias festas em locais emblemáticos da cidade, incluindo sunsets no Forte de São Filipe e encontros na Casa da Baía. Esse percurso ajudou a consolidar a marca como muito mais do que um nome ocasional na noite setubalense.
Segundo Carolina, o grande trunfo da MAJI passou a ser a comunidade que foi construindo à sua volta, com pessoas que regressam, que seguem cada edição e que reconhecem naquele universo uma proposta cultural diferente.
Agora, com o arranque da temporada de 2026, a MAJI volta a afirmar esse lugar no Forte de São Filipe, com uma edição que junta uma nova parceria, um cartaz reforçado e uma visão clara sobre aquilo que quer continuar a fazer por Setúbal.
Carregue na galeria para descobrir como foram as edições anteriores da MAJI.









