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Corrida com final feliz: em Azeitão há um clube onde pós-treino inclui pastel de nata

O ELEVE Running Club começou a correr no dia 6 de julho. Agora, há encontros semanais aos domingos abertos a todos.

A corrida é uma das práticas desportivas que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos. No entanto, muitas pessoas sentem-se sozinhas quando correm, perdidas por não saberem como começar ou até sem motivação para continuar. No novo running club de Azeitão, não importa o ritmo, o que conta é aparecer e correr.

O ELEVE Run Club foi criado por Ana Castro e Gabriela Gonçalves, duas amigas que trocaram os treinos de longa distância por encontros semanais com foco na superação, no movimento e no convívio. O objetivo? Tornar a corrida acessível a todos, mesmo a quem ainda não deu o primeiro passo.

Tudo começou com quilómetros feitos em paralelo: Ana corria em Portugal, ao mesmo tempo que a amiga Gabriela corria na Irlanda. Separadas fisicamente, mantinham a disciplina dos treinos virtualmente, sempre sincronizadas. Quando Gabriela voltou a Portugal, foi o calor a fez abrandar o passo.

“Estava desanimada, sentia mais cansaço, o clima era diferente. Então decidimos fazer algo que nos motivasse a ambas”, recorda Ana. Foi assim que decidiram fundar um clube de corrida acessível, sem pressões e que recebesse até quem ainda não se atreveu a dar o primeiro passo.

Perder o medo de correr

O ELEVE Run Club tem o propósito claro de “elevar o próprio ritmo”, mas sem comparações ou metas inalcançáveis. “A nossa missão é ajudar as pessoas a perder o medo de correr”, explica Ana. “Não é necessário correr rápido, nem ir longe. Só é preciso aparecer e mover-se, seja a correr ou a caminhar”.

A primeira corrida do grupo aconteceu no primeiro domingo de julho e, desde então, tem vindo a crescer de forma orgânica. Todas as semanas, aos domingos às 8h30, o ponto de encontro é sempre o mesmo: o Parque da Bacalhôa, em Azeitão.

O local foi escolhido por ser plano, ideal para iniciantes, e por ter um parque infantil onde os filhos podem ficar enquanto os pais correm. Cada sessão começa com um aquecimento em grupo, seguido de 30 minutos de corrida (ou caminhada) ao ritmo de cada um, sem julgamentos, nem comparações.

O pós-treino? Um pastel de nata

No final, o grupo reúne-se num café das redondezas (sempre diferente), onde o pastel de nata foi consagrado como o pós-treino oficial. Até agora, o clube já reuniu seis participantes fiéis, com idades, ritmos e histórias diferentes. Não há inscrições formais e é 100 gratuito: é só aparecer, correr e conviver.

A ideia é manter este espírito descontraído, mas com planos ambiciosos no horizonte. Ana e Gabriela gostariam de formar um grupo sólido que, no futuro, participe em provas e desafios. “Quando tivermos mais membros interessados, queremos trazer uma treinadora para acompanhar quem queira evoluir, com um objetivo concreto, e participarmos em provas”.

A acessibilidade está no centro de tudo: qualquer pessoa pode participar, independentemente do género, idade, condição física ou experiência prévia. “Acreditamos que qualquer pessoa com pernas pode correr”, brinca Ana. “O ser humano foi feito para se mover e a corrida traz benefícios físicos e mentais, que queremos partilhar com todos”.

Para já, o ELEVE Run Club comunica via Instagram, mas está a preparar um grupo de WhatsApp para partilhas de horários, dicas e motivação. A única exigência é estar presente, mesmo que não corra, para que o clube o ajude a dar os primeiros passos.

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