Está a chegar mais uma edição do Arrábida Flea Market, desta vez ao ar livre e com mais espaço para receber marcas e bancas. O mercado vai realizar-se durante o fim de semana de 26 e 27 de setembro, no CACI Sado, um dos centros da APAPACDM, Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental.
A nova edição mantém a aposta na roupa em segunda mão, mas junta também várias marcas setubalenses de várias áreas. Entre as propostas estão projetos ligados à alimentação, croché, produtos vegans e uma marca de produtos africanos. “A ideia é ter alguma diversidade de pessoas de Setúbal, mas também dar mais de visibilidade às marcas”, explica a organizadora Inês Faria.
A principal novidade desta edição é precisamente o uso do espaço exterior, que permite aumentar o número de participantes. “A grande diferença é que, desta vez, o mercado vai ser ao ar livre”, conta a responsável.
Estão previstas cerca de 20 bancas dedicadas à roupa em segunda mão, sendo que cada vendedor só tem acesso a um dos dias. “Cada pessoa só irá participar um dia, para conseguirmos dar oportunidade a mais marcas”, explica. Além da roupa, haverá cerca de 14 espaços dedicados a marcas de alimentação e outros produtos. Como a organização procura manter uma programação diversificada e evita a repetição de produtos, algumas propostas poderão não ser selecionadas. “Queríamos tentar trazer produtos diferentes”, revela Inês, que procura equilibrar as diferentes áreas representadas no mercado.
As bancas de roupa em segunda mão continuam com candidaturas abertas até 5 de setembro. Para participar, pode preencher o formulário disponível no Instagram do evento, juntamente com cinco fotografias de peças de roupa. As respostas às candidaturas vão ser enviadas até 9 de setembro, independentemente de os participantes serem ou não selecionados.
Inês Faria procura reunir diferentes estilos, tamanhos e tipos de vestuário, incluindo roupa de mulher, homem e miúdos. Embora a maioria das peças seja habitualmente para o público feminino, e nos tamanhos S, M e L, a responsável revela que tem começado a receber mais propostas de roupa masculina, infantil e de tamanhos maiores ou mais pequenos. “Este ano vai haver mais diversidade nas roupas”, confirma Inês.
A escolha dos participantes tem em conta essa variedade. “Tentamos ao máximo escolher pessoas que tenham estilos de roupa e tamanhos diferentes, para que qualquer um consiga, dentro do possível, encontrar algo para si”, explica. Há ainda uma preocupação com o estado das peças. A roupa selecionada deverá estar em boas condições, uma vez que a proposta passa pela reutilização e não simplesmente por voltar a colocar no mercado peças que já não estejam aptas para uso.
Outra das iniciativas que regressa é a banca de recolha de roupa. Desta vez, a ação resulta de uma parceria com a APAPACDM, que ficará responsável pelas peças entregues e fará com que estas revertam para a instituição. “Tanto os visitantes, como os vendedores podem doar roupa. No final, há sempre algumas peças que as pessoas não querem levar para casa e acabam por doar”, conta.








