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Arrábida é classificada como Reserva da Biosfera da UNESCO

A região que ocupa 200 quilómetros quadrados junta-se às outras 12 zonas portuguesas distinguidas pela instituição.

Pouco mais de um ano depois de ter a candidatura aprovada, a Arrábida foi oficialmente classificada como Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A novidade foi anunciada pela própria instituição este sábado, 27 de setembro, numa cerimónia realizada em Hangzhou, na China.

A Arrábida ocupa 200 quilómetros quadrados, numa área que vai desde o morro de Palmela até ao cabo Espichel, e ocupa três municípios da região de Setúbal. Na área classificada, está também integrado o Parque Marinho Luiz Saldanha, segundo avançou a Lusa, citada pelo “Expresso.” 

A UNESCO referiu-se à região como a “impressionante costa atlântica de Portugal, cujas falésias calcárias mergulham no oceano, emoldurando uma paisagem que combina matagais mediterrânicos, densas florestas de pinheiros-bravos, grutas escondidas e vibrantes ecossistemas marinhos”.

A instituição também não deixou de mencionar a importância da Arrábida para a biodiversidade, já que ali vivem mais de 1400 espécies de plantas (o que representa 40 por cento da flora portuguesa), das quais são 70 raras e endémicas. 

Já no que diz respeito à fauna, é a casa de 200 espécies de vertebrados e mais de duas mil marinhas, incluindo golfinhos-roaz, robalos-europeus e salmonetes-vermelhos.

“As atividades económicas combinam tradições ancestrais, como a pesca artesanal, o cultivo da azeitona e a produção do famoso Moscatel de Setúbal, com oportunidades emergentes de ecoturismo”, referiu a UNESCO. “Em Setúbal e Sesimbra, as famílias de pescadores mantêm equipamentos artesanais e calendários sazonais, como a pesca da sardinheira (arte de pescar), transmitindo conhecimentos tradicionais que sustentam os ecossistemas marinhos.”

O formulário da candidatura da Arrábida a Reserva da Biosfera foi aprovado em junho de 2024 pela Câmara de Setúbal e submetida em setembro do mesmo ano ao Secretariado do Programa MaB (Homem e Biosfera) da UNESCO, em Paris.

A região junta-se agora às outras 12 zonas portuguesas classificadas como Reserva da Biosfera — seis no continente (Paúl do Boquilobo, Gerês, Berlengas, Meseta Ibérica, Tejo e Castro Verde), quatro nos Açores (as ilhas do Corvo, da Graciosa, das Flores e Fajãs de São Jorge) e duas na Madeira (Santana e Porto Santo).

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