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Agora é a vez de Leonardo. Munícipio em alerta devido a nova depressão

As autoridades lançaram avisos para a possibilidade de cheias e vento forte, com rajadas até aos 110 quilómetros por hora.

Os próximos dias vão exigir mais atenção por parte de quem vive, trabalha ou circula em Setúbal. O Serviço Municipal de Proteção Civil e os Bombeiros deixaram um alerta à população devido à previsão de condições meteorológicas adversas, com chuva persistente, vento forte e agitação marítima, associadas à passagem da depressão Leonardo pelo munícipio.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), esta instabilidade vai afetar todo o território nacional, mas terá impacto significativo no distrito de Setúbal no que toca à chuva, sobretudo entre a manhã desta quarta-feira, dia 4 de fevereiro, e das 15 horas até às 9 de manhã de quinta-feira, 5 de fevereiro.

As previsões apontam ainda para um agravamento das condições meteorológica  no sábado, especialmente nas regiões centro e sul do País.

Além da precipitação, o vento será outro dos fatores de maior risco. Em Setúbal, estão previstas rajadas que podem chegar aos 80 quilómetros por hora no litoral e até aos 110 quilómetros por hora nas zonas serranas, sobretudo na parte da manhã. O vento continuará intenso até quinta-feira à tarde, com rajadas na ordem dos 90 quilómetros por hora, podendo atingir os 100 quilómetros por hora nas serras.

No mar, o cenário também exige cuidados. A previsão aponta para forte agitação marítima ao longo da costa ocidental, incluindo o litoral setubalense, com ondulação entre os quatro e os cinco metros, especialmente entre a tarde de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira. Este cenário aumenta o risco de galgamento costeiro e acidentes junto à orla marítima.

Risco de inundações e deslizamentos no munícipio

A situação é acompanhada com especial atenção do ponto de vista hidrológico. Segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente, os próximos dias exigem vigilância reforçada das bacias hidrográficas, com possibilidade de cheias e inundações fluviais em várias regiões do país.

Entre os efeitos expectáveis estão inundações em zonas urbanas do munícipio causadas pela acumulação de águas pluviais, cheias devido ao transbordo de rios e ribeiras e instabilidade de vertentes, com risco de deslizamentos e derrocadas.

A Proteção Civil alerta ainda para o piso rodoviário escorregadio, resultante da formação de lençóis de água ou gelo, bem como para o arrastamento de objetos soltos e queda de estruturas mal fixadas devido ao vento forte.

O que fazer para reduzir riscos

Perante este cenário, a Proteção Civil e o munícipio de Setúbal recomendam a adoção de comportamentos preventivos. Entre eles, evitar estacionar viaturas em locais sujeitos a inundações rápidas, garantir que os sistemas de escoamento de águas da chuva estão desobstruídos e assegurar a fixação adequada de estruturas como andaimes, painéis publicitários ou outros objetos suscetíveis de serem arrastados pelo vento.

Na estrada, adopte uma condução defensiva, com redução da velocidade, atenção redobrada à formação de lençóis de água e nunca atravessar zonas inundadas, mesmo que pareçam pouco profundas.

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