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Se tem problemas de tiróide comer um dos mariscos favoritos dos portugueses pode ajudar

Este crustáceo não tem hidratos de carbono e é baixo em calorias, o que uma torna uma boa opção para quem está em perda de peso.
É muito típico em Portugal.

Uma bela mariscada no jardim, no terraço lá de casa ou numa incrível esplanada — é difícil imaginar melhor cenário para terminar um dia de verão passado na praia. E, claro, que o camarão — cozido, à guilho, salteado ou grelhado — não pode faltar à mesa. É um dos mariscos favoritos dos portugueses, e por isso mesmo, é também um dos que gera mais dúvidas em relação à frequência com que deve ser consumido.

Será que é um crustáceo que devemos incluir na nossa alimentação com regularidade? A nutricionista Mariana Abecassis desfaz todas as dúvidas em relação a este fruto do mar muito versátil. Pode ser consumido frio ou quente, em cru ou cozinhado, apenas o miolo ou na sua totalidade. É uma ótima opção para incluir em saladas, sopas, caldos ou cremes e também em diversos pratos principais.

“Além da sua versatilidade na culinária, o camarão é também um alimento com muito interesse nutricional”, começa por explicar à NiT a especialista em nutrição. Rico em proteína e pobre em calorias, é uma ótima opção para incluir no plano alimentar de quem está em processo de manutenção ou perda de peso.

Por 100 gramas apresenta cerca de 106 calorias, 20 gramas de proteína, menos de um grama de hidratos de carbono e menos de dois gramas de gordura. “É considerado uma proteína magra, no entanto, apesar do baixo valor de gordura, o camarão apresenta um teor considerável colesterol, cerca de 154 miligramas por cada 100 gramas”, sublinha Mariana Abecassis.

“Nutricionalmente destacam-se ainda, minerais como o selénio, ácidos gordos essenciais como o ómega 3, vitaminas com a B12 e proteínas de alto valor biológico que fazem do camarão um alimento com elevado valor nutritivo.”

O selénio desempenha um papel importante na função da tiróide. E ajuda a combater partículas danificadas denominadas de radicais livres, que afetam as membranas das células e do ADN, levando a um envelhecimento precoce e a doenças diversas. Outro antioxidante presente no camarão é a astaxantina, um carotenóide que ao contrário dos restantes não se converte em vitamina A (substância que pode ser tóxica para o corpo humano). Este antioxidante é o o pigmento que dá o tom salmão tão característica ao camarão e possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Mitos e verdades

Durante muito tempo o camarão foi considerado inimigo de quem sofre de hipercolestrolémia (colesterol elevado em circulação) e um alimento a evitar. “Contudo, hoje sabe-se, que mais do que o colesterol presente nos alimentos, o tipo de gorduras (saturadas ou trans) que os compõem têm um impacto muito mais negativo e direto na elevação do colesterol humano. Assim sendo, com um consumo moderado de camarão, não se verifica qualquer interferência nos valores de colesterol sanguíneo”, clarifica a nutricionista.

“No entanto, quem apresenta os valores de ácido úrico elevados ou quem sofre de gota — doença causada pela deposição de cristais de ácido úrico nas articulações —, deve evitar o seu consumo (e de crustáceos no geral).” Uma vez que estes apresentam uma concentração razoável de purinas – substância responsável pela produção de ácido úrico no nosso organismo.

Elogiado pela versatilidade, é um dos ingredientes mais usados na gastronomia portuguesa. Carregue na galeria para conhecer algumas receitas saudáveis que pode preparar com este marisco.

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