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O que nunca lhe disseram: não existe relação entre o jejum e emagrecimento

A nutricionista Mafalda Rodrigues de Almeida, autora do blogue NiT “Loveat”, esclarece tudo.
Leia com atenção.

O jejum intermitente é um método adotado um pouco por todo o mundo como método de emagrecimento, mas continua a gerar muita controvérsia. Podemos acabar já com um mito: “Não existe relação entre o jejum e o emagrecimento.”

As palavras são da nutricionista Mafalda Rodrigues de Almeida, autora do blogue NiT, “Loveat”, que nos explica que o jejum intermitente é, na verdade, uma estratégia para que o nosso corpo esteja mais ativo a se regenerar e a estar mais atento e alerta.

“Consiste em estar durante um período de tempo sem comer ou com uma ingestão muito limitada (chá, café, água sem adição de açúcar), sendo que, durante este período, é preciso saber ouvir o nosso corpo e perceber quando está na altura de parar”, continua.

De acordo com a especialista, o jejum só deve ser feito quando nos sentimos bem a praticá-lo, sem quaisquer sintomas associados a uma quebra glicémica, o que poderia levar a sentirmo-nos mal, maior irritabilidade, fadiga e stress.

Afinal, que tipos de jejum existem?

A nutricionista destaca várias abordagens. A primeira é o jejum durante um período de tempo, habitualmente de cerca de 16 horas, seguido de duas oito horas com consumo alimentar, semelhante ao que faria no dia a dia. Pode dar-se o exemplo de desde que acaba de jantar até à hora de almoço do dia seguinte.

Existe também o jejum de dia inteiro. Neste caso, pode escolher fazê-lo uma vez por semana ou por mês, já que é um período de jejum de 24 horas. Imagine que toma o pequeno-almoço a uma segunda-feira e só volta a comer no almoço de terça-feira.

“É uma boa estratégia para usar depois de casamentos ou festas com demasiada comida e bebidas alcoólicas”, acrescenta Mafalda Rodrigues de Almeida sobre a segunda abordagem.

Há um terceiro tipo de jejum: aquele que é feito em dias alternados. Como exemplo, temos o período de jejum entre as 16 e as 20 horas, seguido de uma dia livre, e assim sucessivamente. “A vantagem deste é que podemos ir fazendo dias de refeições alternados”, explica.

Quando é que se justifica fazer jejum?

No caso de Mafalda, sempre que aconselha este método em consulta, usa-o como estratégia de compensação e não como método de emagrecimento. 

A nutricionista dá como exemplo duas formas de fazer o jejum: ao fim de semana, com o consumo de refeições mais livres e um menor gasto energético, ou durante a semana, quando se realiza uma refeição livre ao jantar, só voltando a comer no dia seguinte, quando sentir fome. Desta forma, consegue-se manter um equilíbrio.

“Quando é que o jejum intermitente pode ser associado ao emagrecimento? Quando a este se acrescenta uma redução calórica ao longo do dia. Além disto, quando está em jejum, o corpo induz o processo de cetose, o que também favorece o emagrecimento.”

A especialista refere, ainda, que a evidência tem associado o jejum intermitente a diversos benefícios para a saúde, se for feito da forma correta. “É importante ir percebendo qual a melhor estratégia para nós e para o nosso corpo”, conclui.

Se o seu objetivo é apenas emagrecimento, há pequenas mudanças que podem ajudá-lo a não ter de fazer dieta no verão e manter-se sempre saudável e em forma. Primeiro de tudo, deve esquecer as dietas com resultados rápidos.

“Muitas vezes, as pessoas que passam por este processo, fazem-no várias vezes, o que leva o corpo a entrar em estado de alerta, dificultando cada vez mais a perda de peso”, explica à NiT.

Carregue na galeria para conhecer as mudanças sugeridas pela nutricionista.

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