Não tem a mesma prevalência que outras doenças, mas o sarampo continua a afetar os portugueses. Entre 1 de janeiro e 5 de abril deste ano, foram detetados dois casos no País: um miúdo e um adulto, segundo revelou a Direção-Geral da Saúde esta segunda-feira, 6 de abril.
Um dos infetados vive na região de Lisboa e Vale do Tejo e trata-se de “uma criança pertencente ao grupo etário entre um e quatro anos”. Já o adulto tem entre 40 e 49 anos e foi identificado na zona do Alentejo. Em ambos os casos, os pacientes não eram vacinados, segundo avança a SIC Notícias.
A entidade explicou também que o jovem foi infetado no Reino Unido. Já o caso no Alentejo “ainda se encontra em investigação epidemiológica”. “Até ao momento, não foram identificadas cadeias de transmissão, mantendo-se em curso a investigação e a identificação de contactos pelas Autoridades de Saúde”, acrescenta.
Embora apenas tenham sido identificados dois doentes desde o início de 2026, a DGS realça que “num contexto de circulação internacional do vírus e de elevada mobilidade, podem ocorrer casos importados ou pequenas cadeias de casos, sendo determinante manter uma vigilância epidemiológica e laboratorial robusta, com investigação célere de casos e contactos”.
Transmissão e sintomas
O sarampo transmite-se principalmente através de gotículas respiratórias libertadas quando uma pessoa infetada tosse, espirra ou fala, podendo também ocorrer contágio por contacto com superfícies contaminadas. O vírus pode permanecer no ar ou em superfícies durante várias horas, o que facilita a sua disseminação.
Os sintomas surgem geralmente entre 10 a 14 dias após a exposição e começam com febre alta, tosse seca, corrimento nasal e conjuntivite. Outro sinal característico é o aparecimento de pequenas manchas brancas no interior da boca.
Alguns dias depois, surge uma erupção cutânea avermelhada que começa no rosto e se espalha progressivamente pelo corpo. A febre pode manter-se elevada durante vários dias.
Não existe um tratamento específico para o sarampo. O que se faz é, normalmente, um tratamento de suporte, incluindo hidratação adequada, controlo da febre e vigilância de complicações. Em alguns casos, pode ser recomendada a administração de vitamina A, especialmente em miúdos, para reduzir a gravidade da doença. A prevenção faz-se sobretudo através da vacinação.

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