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Vem aí uma visita guiada ao Convento de Jesus com a escritora Isabel Stilwell

A iniciativa, que assinala os 500 anos da morte de D. Manuel I, é no dia 19 de dezembro. As inscrições estão abertas.
O evento começa às 11 horas.

O Convento de Jesus é uma das maiores relíquias do património setubalense. No entanto, o monumento nacional — onde foi ratificado o famoso Tratado de Tordesilhas em 1494, que dividiu o mundo em duas partes (Portugal e Espanha) — foi-se degradando nos últimos anos e estava a caminho das ruínas. Por isso mesmo, a Câmara Municipal de Setúbal apostou num projeto de reabilitação do edifício. 

O monumento renovado reabriu em outubro de 2020 e, desde essa altura, que o município tem promovido várias atividades sobretudo concertos de música erudita e visitas. A próxima iniciativa é uma visita guiada ao Museu de Setúbal/Convento de Jesus, com a participação da escritora Isabel Stilwell.

O evento é no próximo dia 19 de dezembro, domingo, a partir das 11 horas, e assinala os 500 anos da morte de D. Manuel I. A iniciativa “À volta de D. Manuel, 500 anos depois” vai levar os participantes a descobrir as características que fazem deste monumento um dos símbolos do estilo manuelino em Portugal.

A visita é guiada pelo chefe da Divisão de Bibliotecas e Museus da Câmara Municipal de Setúbal, José Luís Catalão, acompanhado de Isabel Stilwell, autora do livro “D. Manuel I – Duas irmãs para um rei”. No âmbito do trabalho de pesquisa para este romance histórico, a escritora solicitou ao município de Setúbal uma imagem de Justa Rodrigues, ama de D. Manuel I e fundadora do Convento de Jesus, em 1490, a qual consta do livro publicado em julho deste ano.

A iniciativa inclui uma sessão de autógrafos com Isabel Stilwell no final da visita. As inscrições gratuitas, obrigatórias e limitadas a um número máximo de 30 pessoas, devem ser feitas pelo contacto telefónico 969 754 106 ou do email conventodejesus@nullmun-setubal.pt.

O Convento de Jesus nasceu de um amor proibido entre Justa Rodrigues Pereira, ama de leite do rei D. Manuel II, e o frade carmelita, D. João Manuel, de quem teve dois filhos. Arrependida por ter quebrado o voto, a freira decidiu edificar um convento neste local para as freiras franciscanas da Ordem de Santa Clara.

Em 1489, foi emitida uma bula papal que permitiu a construção do convento inaugurado dois anos depois. A fundadora teve o apoio do rei D. João II, que em conjunto com o mestre Diogo Boitaca decidiu o comprimento da Igreja, entre outros detalhes da construção.

Depois da extinção das ordens religiosas, o Convento passou para as mãos da Santa Casa da Misericórdia que instalou o Hospital do Espírito Santo. Só em 1961 é instalado o Museu de Setúbal.

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