cultura

Vem aí uma exposição sobre a arte da litografia em Setúbal

A mostra, de entrada livre, pode ser visitada no Museu do Trabalho Michel Giacometti até ao dia 30 de junho.
O interior do Museu do Trabalho.

A litografia é um processo de impressão antigo, que é feito a partir da utilização de uma matriz de pedra polida, com uma imagem pressionada contra o papel. O desenho era feito com materiais que possuíam gordura na sua composição e, depois disso, a pedra passava por diversos processos químicos.

Em Setúbal, essa arte foi desenvolvida sobretudo no século XX. Com o objetivo de dar a conhecer o processo, o Museu do Trabalho Michel Giacometti organiza uma nova mostra documental, que vai expor documentos existentes no equipamento cultural.

A exposição foi inaugurada no passado dia 10 de abril (sábado) e pode ser visitada até ao dia 30 de junho, quarta-feira. A entrada é livre, mas está sujeita à lotação da galeria, no âmbito das novas medidas de contenção pandemia. O espaço está aberto de terça a sexta, das 09h30 às 18 horas; e aos fins de semana, entre as 14 e as 18 horas.

O Museu do Trabalho Michel Giacometti fica no Largo Defensores da República, nas instalações da antiga fábrica Perienes. O espaço industrial conserveiro começou a sua atividade entre 1908 e 1919, com a sociedade Benzinhos & Ribeiro. Só em 1919 é que passou para as mãos de Mathias Perienes, juntamente com um escritório na Avenida Luísa Todi, e um armazém na Ladeira de São Sebastião.

A fábrica funcionou até setembro de 1971. Em 1991, foi comprada pela Câmara Municipal de Setúbal, com o objetivo de instalar por ali definitivamente o Museu do Trabalho, inaugurado a 18 de maio de 1995, Dia Internacional dos Museus.

Apesar de ter aberto ao público apenas em 1995, o museu nasceu a 25 de abril de 1987 quando recebeu a exposição fundadora, “O Trabalho Faz o Homem”, com uma coleção inicial recolhida pelos estudantes do Serviço Cívico Estudantil, em 1975 sob a orientação do etnomusicólogo Michel Giacometti, que tinha chegado a Portugal em 1959.

Uma das zonas mais icónicas do museu é a exposição “Mercearia Liberdade — Um património a salvaguardar”, que resultou de uma doação feita à autarquia setubalense, em janeiro de 2002. Este espaço comercial estava sediado originalmente na Avenida da Liberdade (a seguir à Farmácia Liberal), atualmente instalada no Museu da Farmácia, em Lisboa.

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