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ROCKWATTLET'S ROCK

Vem aí o espetáculo mais ousado dos “Commedia a La Carte”: une o improviso à IA

Agendado para 23 de janeiro, assinala os 25 anos do grupo que junta César Mourão, Carlos M. Cunha e Gustavo Miranda.

Haverá melhor forma de entrar no novo ano do que às gargalhadas? É esta a proposta do espetáculo que está a chegar a Setúbal e que tem vindo a marcar a comédia nacional. Os “Commedia a La Carte” sobem ao palco do Fórum Municipal Luísa Todi no dia 23 de janeiro, às 21 horas, numa sessão única que promete ser diferente de tudo o que já viu do trio.

A digressão, que celebra 25 anos do grupo, junta César Mourão, Carlos M. Cunha e Gustavo Miranda para um desafio que leva a arte do improviso ao limite. O conceito é arriscado e absolutamente atual: a inteligência artificial não só participa, como molda todo o espetáculo em tempo real.

Com 90 minutos de duração, parte de uma ideia simples, mas que rapidamente se transforma numa avalanche cómica impossível de prever. A plateia vai ser desafiada a fornecer detalhes do quotidiano, desde rotinas, manias, hábitos e histórias pessoais ou da pessoa que o acompanha. A partir daí, uma inteligência artificial irá gerar um conflito ficcional entre ambos, conflito esse que se torna a base para toda a improvisação do trio.

Em palco, César Mourão, Carlos M. Cunha e Gustavo Miranda agarram o caos proporcionado pela IA e levam-no ao limite do absurdo, misturando improviso puro com momentos de humor, improvisação musical e situações tão inesperadas que nem eles próprios conseguem antecipar. É neste descontrolo criativo que os “Commedia a La Carte” brilham.

Além da narrativa improvisada a partir das sugestões do público, todos os elementos visuais e sonoros do espetáculo foram criados com inteligência artificial, partindo do cartaz, à voz-off, cenário até os figurinos. Nada é fixo, tudo é feito em tempo real. O público vê em palco um espetáculo em constante transformação.

A música segue exatamente a mesma lógica. Guilherme Marinho, Jaume Pradas e Nuno Oliveira recebem pautas geradas automaticamente no momento da atuação, criando melodias improvisadas que se adaptam à cena. A intenção é que nenhum artista, seja ator ou músico, saiba o que está prestes a acontecer.

A sinopse do espetáculo diz tudo: “Improvisar é o verbo. Rir é a consequência natural daquele que é apresentado como o maior fenómeno do humor de improviso em Portugal. Sabendo todos da pouca inteligência destes atores, o espetáculo deste ano é todo com inteligência artificial”. O resultado? Um híbrido impossível entre humor humano e delírio algorítmico que só se vive uma vez.

Os bilhetes para o espetáculo no Fórum Municipal Luísa Todi já estão disponíveis online e custam 25€ para a primeira e segunda plateia. Com um único dia de apresentação na cidade, a abertura de portas acontece às 20h30.

Se quer começar 2026 com gargalhadas difíceis de controlar e assistir a um espetáculo que mistura arte, tecnologia e improviso como nunca se fez em Portugal, marque o espetáculo na agenda. Será algo que nem a própria inteligência artificial conseguirá repetir.

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