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Um Corpo Estranho celebra 10 anos de carreira com uma exposição e um concerto

Os dois eventos acontecem na Casa da Cultura de Setúbal nos dias 7 de maio e 29 de maio.
A dupla é formada por Pedro Franco e João Mota.

De certeza que já conhece ou ouviu falar da dupla Um Corpo Estranho, formada por Pedro Franco e João Mota, uma vez que já há uma década que se dedicam à música. Por isso, para celebrar os dez anos de carreira, a Casa da Cultura de Setúbal recebe uma exposição sobre a banda, no dia 7 de maio, sábado, e um concerto, no dia 29 de maio, domingo.

São vários os momentos a destacar de uma década de carreira do duo, nomeadamente os discos editados, composições para teatro físico e dança, bandas sonoras para filmes e colaborações com artistas de renome nacional. No entanto, um dos grandes objetivos da exposição também passa por homenagear todas as pessoas que trabalham com a dupla: músicos, performers, realizadores, técnicos, produtores, fotógrafos, ilustradores, designers e casas de espetáculo.

A exposição irá exibir artwork dos discos, a cenografia de espetáculos, figurinos, acervo fotográfico e ainda um inventário de videoclips e making off da banda. Por sua vez, se marcar presença no concerto poderá ouvir todos os álbuns de originais do duo. Os bilhetes custam 4€. Para fazer as reservas deve enviar um email para rececao.casacultura@nullmun-setubal.pt ou ligar para o número de telefone 265 236 168.

Um dos marcos da vasta carreira de Um Corpo Estranho foi o single “O puto e o Velho” que integrou um documentário do realizador setubalense António Aleixo, intitulado “Quis Saber Quem Sou”.

Pedro Franco e João Mota tocam juntos desde os 16 anos e a música sempre fez parte do seu imaginário. “Tivemos algumas bandas de garagem num estilo mais acústico e de folk e costumávamos ir para a praia da Figueirinha tocar guitarra”, contou em entrevista à New in Setúbal, Pedro Franco.

Estiveram vários anos sem terem contacto, mas reencontraram-se no Teatro da Trindade quando Pedro estava a fazer a banda sonora e a sonoplastia de um espetáculo produzido por uma companhia de Santa Iria da Azoia. “Ele foi ver a minha peça e disse-me que tinha umas canções e que gostava de criar um projeto”, explicou João Mota.

Como Pedro era guitarrista dos Hands on Approach, sentiu que queria começar um caminho próprio baseado em originais e ao lado de alguém com quem já tinha uma ligação de cumplicidade a amizade. Ambos escrevem as letras das canções de Um Corpo Estranho, que interpretam em português. O processo de criação passa por experiências da vida pessoal desconstruídas para o universo da banda.

O projeto musical nasceu em 2009 e o primeiro EP composto por cinco temas, editado pela associação juvenil Experimentáculo surgiu em 2012. Seguiram-se depois o disco de estreia “De não ter tempo” (2014) e “Pulso” (2016). Entre os períodos de pausa, Pedro e João compuseram peças para teatro físico, como “A Almofada da Paula”, baseada na obra da pintora Paulo Rego, “A Velha Ampulheta” e “Qarib”.

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