Will Smith não consegue escapar da chapada que deu a Chris Rock na cerimónia dos Óscares, em 2022. Embora tenha pedido desculpa inúmeras vezes, a agressão continua a lançar uma nuvem de desconfiança sobre o ator e as produções em que participou desde então. Em “Bad Boys: Tudo ou Nada”, filme que foi lançado este sábado, 31 de janeiro, à Netflix, há uma cena em que Smith é esbofeteado por Marcus, o seu companheiro interpretado por Martin Lawrence — numa espécie de comic relief da realidade.
A saga que começou em 1995 regressou em junho de 2024, com uma nova produção, mas agora há uma pequena diferença: os perseguidos são os protagonistas, ao contrário do que aconteceu nas longas-metragens anteriores. Quando o Capitão Howard é acusado de crimes relacionados com o tráfico de droga, Mike (Will Smith) e Marcus prometem limpar o seu nome. À medida que se aproximam da verdade, são incriminados e tornam-se fugitivos com as cabeças a prémio, graças a um cartel de droga.
“Procurados pela polícia, visados pelos cartéis, caçados por todos os gangues da cidade… no fim de contas, o que vais fazer quando todos vierem atrás de ti?”, questiona a sinopse oficial.
Apesar de ser uma comédia, aborda temas fortes como a saúde mental, o bem-estar, a espiritualidade, o luto e a ansiedade, entre muitos outros. “É divertido e entusiasmante. Tem momentos para rir, outros para aplaudir e também explora conceitos bastante profundos”, assegurou Smith Will à revista “Vibe”.
“O Mike está a lidar com muitos problemas e precisa de se libertar. Adoro explorar esses temas e gostei especialmente da forma ligamos a saúde mental à espiritualidade, sempre com humor.” Martin concorda com a abordagem. “Acredito no poder que Deus pode ter na nossa vida”, sublinhou. “Estamos a desafiar as expetativas dos espectadores relativamente ao típico filme de verão”.
A aposta em “algo diferente” parece estar ganha, uma vez que o filme foi maioritariamente elogiado pelos críticos. No agregador Rotten Tomatoes, por exemplo, conta com uma pontuação de 65 por cento.
“No contexto dos filmes de verão, este é magnífico”, descreve, por sua vez, o jornal “Times”. No entanto, há quem não tenha ficado impressionado. “O enredo é absurdo, as acrobacias ainda mais e a lógica inexistente. Contudo, é um filme divertido o suficiente — de uma forma caótica e suja”, salienta a BBC.
A obra foi um sucesso comercial, tendo arrecadado mais de 340 milhões de euros globalmente.

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