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Projeto setubalense NastyBee Collective lança single de estreia

A música "Afinal" foi apresentada no dia 13 de setembro. O videoclip foi gravado em Setúbal e no rio Sado.
O projeto é composto por Felipe Corrêa, Vasco Pereira, António Fidalgo e Cristiano Paiva.

Chama-se NastyBee Collective e é um dos mais recentes projetos musicais setubalenses. O grupo formado por Felipe Corrêa (Polaz), Vasco Pereira (ZO2), António Fidalgo (Fidas) e Cristiano Paiva (CRI$E) nasceu em setembro de 2019. Um ano depois chegou o primeiro single “Afinal”.

A música foi lançada no YouTube no dia 13 de setembro e o videoclip tem como cenário a cidade de Setúbal e o rio Sado. A New in Setúbal falou com os quatros músicos sobre o nascimento do projeto, a sua principal inspiração para compor as músicas e os novos projetos.

Há quanto tempo começou o projeto?
O NastyBee Collective surgiu em setembro de 2019. Nós já somos amigos de longa data e sempre fizemos música juntos. Depois de inúmeras gravações decidimos criar o que há muito ambicionávamos: um coletivo de hip-hop.

Quem é que compõe as letras?
Nós temos como princípio cada um escrever as suas letras, de forma a tornar o que cantamos o mais real possível. No mundo do hip-hop, infelizmente, existe muito a receita do ‘Ghost-Writing’, em que as letras são feitas por terceiros. Nós como artistas, queremos que o produto final seja o mais original e verdadeiro possível, tanto nas letras como nos instrumentais. Normalmente, o Felipe Corrêa (Polaz) produz e envia-nos o instrumental e cada um traz as letras feitas de casa. Contudo, muitas vezes produzimos e escrevemos no próprio dia em estúdio e vamos dando opinião e inputs uns aos outros. Os temas das músicas são discutidos entre todos antes de escrever.

Como definiriam o vosso estilo de música?
O facto de sermos quatro elementos a fazer música torna o nosso estilo bastante versátil. Os sons que temos gravado variam bastante no estilo de música. Diríamos que o nosso principal pilar é o rap e que a partir dessa raiz surgem vários estilos musicais. Temos sons de tudo, desde funky rap a rap underground. Depende do que estamos a sentir e a passar no momento da gravação.

Qual a inspiração para o single de estreia “Afinal”?
A principal inspiração foi o nosso amor pelo hip-hop e pela nossa cidade. Queríamos trazer não só música nova e diferente, mas também alguma esperança à vertente artística de Setúbal. Por isso, o videoclip foi todo gravado em Setúbal, escrito e dirigido pelo nosso amigo, também de longa data, Guilherme Afonso Nunes e filmado por Alexandre Capela. Quisemos orgulhar ao máximo a nossa cidade e, por isso, pensámos logo em gravar grande parte do vídeo no rio Sado. O resto das filmagens foram realizadas noutros pontos de Setúbal, tais como o parque de São Paulo e o novo skate parque. Queríamos também deixar um agradecimento especial ao Zé Zambujo (membro dos Loosense), que nos proporcionou um excelente solo de saxofone e à Leonor Fonte por ter aprimorado o último refrão com a sua voz.

O videoclip já está disponível em que plataformas digitais?
Por enquanto, o videoclip está apenas disponível no YouTube. A música é que já está em todas as plataformas digitais (Apple Music, Spotify, Amazon Music, Google Play, TIDAL, etc.).

Porque escolheram o nome NastyBee Collective?
A escolha do nome foi uma tarefa um bocado complicada. No fundo, queríamos que fosse um nome inteligente, que levasse as pessoas a pensar. Ao pronunciar NastyBee, vemos que a sonoridade deste nome nos leva a ‘STB’, que no dicionário sadino, significa Setúbal. Além disso, Nasty Bee também quer dizer ‘Abelha Suja’. Neste caso, a mensagem que queremos passar é que tal como as abelhas são cruciais no funcionamento do ecossistema da terra, nós somos cruciais no ecossistema do rap e estamos a limpar o trabalho ‘sujo’ de todos aqueles que mancham esta arte. Visto que somos um grupo decidimos também adicionar o Collective (coletivo em português).

Que projetos têm para os próximos tempos? 
Para já, o nosso foco é espalhar o nosso nome e acabar o primeiro álbum. Os principais objetivos a seguir a acabar o álbum é pisar o máximo de palcos possíveis e o coletivo poder integrar o cartaz de um festival de verão em Portugal.

tags: hip-hop, NastyBee Collective, novo álbum, rap, setúbal

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