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Orquestra Metropolitana de Lisboa traz “serenatas” a Setúbal

O evento está marcado para este domingo, 22 de janeiro, no Fórum Municipal Luísa Todi.
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A palavra serenata lembra-nos cenários rústicos e trovas de amor. Porém, já desde finais do século XVIII, o termo estendeu-se ao domínio da música instrumental. Tratam-se de peças de curta duração vocacionadas para o entretenimento social e tocadas por pequenos agrupamentos, na maioria dos casos por uma só família de instrumentos, fossem sopros ou cordas.

Com o passar do tempo, o género assumiu maior ambição artística. É o caso das serenatas que se juntam neste programa, assinadas por dois compositores que se conheciam bem. Interpretado pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, as serenatas de Brahms e Dvořák estão a chegar a Setúbal, num espetáculo musical que acontece já este fim de semana, dia 22 de janeiro, domingo, no Fórum Municipal Luísa Todi.

O Op. 16 de Brahms data do final da década de 1850 e aparece aqui numa transcrição para sopros do naipe das madeiras, na companhia do contrabaixo. São cinco pequenas peças em que já se vislumbra a grandiosidade das quatro sinfonias compostas mais tarde. O Op. 44 de Dvořák surgiu duas décadas mais tarde, sem flauta, mas com três trompas. Nela combinam-se reminiscências do estilo de Mozart e a inconfundível sonoridade da música tradicional da região da Boémia.

A OML é pedra angular de um projeto que se estende além do formato habitual de uma orquestra clássica. Foi apresentada pela primeira vez em público, no Mosteiro dos Jerónimos, a 10 de junho de 1992. O propósito é canalizar as missões artística, pedagógica e cívica por intermédio de uma gestão otimizada de recursos e uma visão ampla e integrada de todas as vertentes do fenómeno musical.

Os bilhetes para a exibição, com direção musical de Nuno Silva, custam 14€ e estão à venda online.

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