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O palhaço português do Cirque du Soleil está numa residência artística em Setúbal

O projeto faz parte do programa Rota Clandestina desenvolvido pela Câmara Municipal de Setúbal.
Rui Paixão irá dinamizar esta iniciativa nos bairros dos Pescadores e Grito do Povo.

Integrada no projeto Rota Clandestina, uma plataforma de criação artística desenvolvida pela Câmara Municipal de Setúbal e com a direção artística de Renzo Barsotti, esta residência artística é a primeira de três que serão desenvolvidas por Rui Paixão, o único palhaço português no Cirque du Soleil. 

A iniciativa começou no início de outubro e estende-se até esta quarta-feira, 13 de outubro. Até lá, o ator e criador propõe incluir os moradores dos bairros dos Pescadores e Grito do Povo, em Setúbal, numa investigação visual através da fotografia, procurando uma conexão às histórias de cada um e sobre os bairros que habitam. “Habitualmente, os espectáculos que crio partem quase sempre de uma ideia já pré-definida, só faltando apenas o sítio para os expor. Aqui a proposta foi precisamente o contrário”, explicou o artista à New in Setúbal.

Inicialmente, o foco principal do ator será o de fazer o exercício de reconhecimento do local, neste caso, dos bairros dos Pescadores e Grito do Povo, onde pretende passear e conversar de forma informal com os residentes que encontra. Depois dessa etapa, irá começar o processo de escrita criativa, com o objetivo final de criar um espectáculo ou performance sobre o que conheceu, com data prevista para o próximo ano.

Esta primeira residência artística desenvolvida pelo ator conta também com o envolvimento da APPACDM de Setúbal. Rui Paixão, 26 anos, estudou Teatro e é conhecido pelo trabalho de investigação e exploração de novas possibilidades para a linguagem do clown contemporâneo e teatro físico, com foco na criação artística para o espaço público.

Em 2018, o ator tornou-se no primeiro português a integrar a equipa do Cirque du Soleil. Já que aqui está, leia a entrevista que Rui Paixão deu à NiT, em 2020, onde falou sobre a sua vida na China e o futuro incerto do Cirque du Soleil, uma das companhias mais prestigiadas do mundo e também das mais afetadas pela pandemia.

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