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Netflix divulgou as primeiras imagens da série “Orgulho e Preconceito” que estreia no outono

A produção promete dar a conhecer o clássico de Jane Austen a uma geração que abraçou a tendência “era do anseio”.

“É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, em posse de uma boa fortuna, necessita de uma esposa”. A famosa frase que dá início ao romance “Orgulho e Preconceito” (1813) é considerada uma das “chapadas de luva branca” mais bem desferidas da história da literatura. Jane Austen consegue, numa única linha, resumir todo o ecossistema social da Inglaterra rural do século XIX.

A Netflix partiu desta máxima para revelar as primeiras imagens da ambiciosa série, que propõe uma nova adaptação do clássico da escritora britânica. “É uma verdade universalmente reconhecida que cada geração merece sua própria adaptação do clássico de Jane Austen, ‘Orgulho e Preconceito’”, lê-se no anúncio.

O teaser oficial oferece um vislumbre detalhado de Emma Corrin (conhecida por interpretar a Princesa Diana em “The Crown” e, mais recentemente, por “Nosferatu”) no papel da perspicaz Elizabeth Bennet, ao lado de Jack Lowden (protagonista de “Slow Horses”), que assume a icónica e reservada postura de Mr. Darcy.

A plataforma confirmou que esta nova adaptação de seis episódios, escrita por Dolly Alderton, chegará ao catálogo no outono. O vídeo transporta o espectador diretamente para o início do século XIX. Nele, Emma Corrin aparece como Lizzie, sentada no telhado de sua casa, observando o horizonte, enquanto surgem vislumbres de um Darcy melancólico a galope no seu cavalo.

Para Alderton, vencedora do National Book Award pelo seu romance de estreia, “Tudo o Que Sei Sobre o Amor” (2018), considera a obra de Austen “o modelo padrão (blueprint) de todas as comédias românticas modernas”.

“Mergulhar novamente nas páginas de ‘Orgulho e Preconceito’, para tentar encontrar novas maneiras de dar vida a este livro tão amado, foi uma alegria”, revelou a argumentista e produtora-executiva. Sob a direção de Euros Lyn (também responsável por “Heartstopper”), a série pretende “equilibrar o humor satírico de Jane Austen com a complexidade emocional que faz de Lizzie e Darcy personagens muito amados até hoje”.

“Interpretar Elizabeth Bennet é uma oportunidade única na vida”, revelou Emma Corrin. “Dar vida a esta personagem icónica, é realmente uma enorme honra. Mal posso esperar para que uma nova geração se apaixone por esta história”, acrescentou a atriz.

Emma Corrin também protagonizou ”O Amante de Lady Chatterley”, que estreou na Netflix em 2022.

Além de Emma Corrin e Jack Lowden, a produção conta com um elenco de luxo, que reúne nomes como Olivia Colman (Ms. Bennet), Rufus Sewell (Mr. Bennet), Freya Mavor (Jane Bennet), Rhea Norwood (Lydia Bennet), Jamie Demetriou (Mr. Collins), Daryl McCormack (Mr. Bingley). Louis Partridge (Mr. Wickham), Siena Kelly (Caroline Bingley) ou Fiona Shaw  Lady Catherine de Bourgh), entre outros.

A nova série da Netflix enquadra-se na tendência “era do anseio” (yearn-aissance), um fenómeno cultural recente que descreve o ressurgimento de produções focadas no romance de época carregado de tensão emocional e desejo contido (como “Bridgerton”, por exemplo). Em vez de cenas explícitas, o foco é “aquilo não se diz nem se mostra”: os olhares prolongados, o toque acidental das mãos e a angústia de querer alguém que as regras sociais impedem de alcançar.

Ainda sem data de estreia oficial, resta saber como o público irá reagir à adaptação; uma vez que a comparação com a versão protagonizada por Jennifer Ehle (Jane) e Colin Firth (Mr. Darcy), será inevitável. A minissérie da BBC, com seis episódios, exibida em 1995, é considerada por muitos “a adaptação definitiva” de “Orgulho e Preconceito”. 

Uma década depois, em 2005, Joe Wright apresentou ao mundo a sua versão para as salas de cinema. Com Keira Knightley como Jane e Matthew Macfadyen no papel de Mr. Darcy, o filme suscitou reações mistas. Os “puristas” de Jane Austen criticaram sobretudo a “modernização excessiva” do tom e certas liberdades artísticas que, para alguns, descaracterizaram a obra original. A acrescentar a isto, apontaram também o dedo à performance de Knightley, considerada demasiado “óbvia e típica de uma adolescente rebelde”, por oposição à Jane de Ehle, mas contida e espirituosa. 

Carregue na galeria para conhecer algumas das séries e temporadas que estreiam em fevereiro nas plataformas de streaming e canais de televisão.

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