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Luke Winslow-King está em Portugal pela primeira vez e vai atuar em Setúbal

O concerto está marcado para esta quarta-feira, 5 de outubro, na Casa da Cultura. A entrada é gratuita.
Luke Winslow-King.

O cantor, compositor e guitarrista norte-americano Luke Winslow-King já chegou a Portugal e apresenta-se ao vivo, pela primeira vez, com o novo disco “If These Walls Could Talk” na Casa da Cultura de Setúbal esta quarta-feira, 5 de outubro, às 18h30. A entrada é gratuita. 

O músico de blues e jazz vai fazer uma pequena digressão por algumas cidades portuguesas. Começou esta terça-feira, 4 de outubro, no palco do Auditório Carlos Paredes no âmbito do Lisboa Connection Fest, às 20 horas; dia 7 de outubro, sexta-feira, estará nas Caldas da Rainha, no Centro Cultural Congressos, às 21h30 e termina no dia 8 de outubro, sábado, na Casa das Artes em Arcos de Valdevez, às 22 horas. 

O músico que tem vivido nos últimos anos em Espanha vai apresentar ao público português uma mistura eclética que combina blues do delta do Mississippi, folk music, jazz tradicional e rock & roll de raiz, em que as suas músicas misturam ideias contemporâneas com estilos de épocas passadas, produzindo um som rústico, urbano, elegante e muito próprio.

Luke vem acompanhado do mestre italiano da guitarra de blues, Roberto Luti, que também participou na gravação do novo disco. O cantor juntou amigos e artistas de longa data de Itália, Nova Iorque, Michigan e Nova Orleães e gravou com o produtor Dominic Davis (Jack White, North Mississippi Allstars, Greensky Bluegrass). O disco conta com a “realeza” de Memphis: o Reverendo Charles Hodges (Al Green) e The Sensational Barnes Brothers, que partilham os seus talentos no órgão Hammond e no coro respetivamente, adicionando força musical extra.

O guitarrista está sediado em Cadillac, Michigan, que toca blues vintage e jazz e é conhecido pelo seu trabalho de slide guitar. É um tradicionalista da música, toca uma mistura de folk e jazz baseado na improvisação coletiva, com influências de Nova Orleães, onde esteve radicado 15 anos, que inclui jazz, delta blues, ragtime, folk americano pré-guerra, com influências de diversas fontes como Béla Bartók e  Antonín Dvořák’s String Quartet No. 12 (American String Quartet) e Woody Guthrie.

Em 2003 começou a frequentar a Universidade de Nova Orleães, onde estava no programa de teoria musical e composição. Nesta Universidade também estudou música clássica. No verão de 2003, Winslow-King foi para a República Checa depois de ganhar uma bolsa de embaixador para estudar música checa, na Charles University, em Praga.

De 2004 a 2006, Winslow-King mudou-se para Nova Iorque após o furacão Katrina de 2005. Luke morava no Harlem e trabalhava como musicoterapeuta para pessoas com deficiência de desenvolvimento (cegos, deficientes mentais). 

Enquanto morava em Nova Iorque, Winslow-King estudou composição, trabalhou com o compositor de vanguarda “Blue” Gene Tyranny e tocou no conhecido círculo de compositores de Jack Hardy. O seu disco de 2009, Old/New Baby, foi gravado no Preservation Hall e distribuído pela EMusic. A revista “American Songwriter” nomeou-o como um dos dez melhores álbuns de 2009.

Em setembro de 2016, Winslow-King lançou “I’m Glad Trouble Don’t Last Always on Bloodshot”. Em 2018 lançou o seu sexto disco, que se chama “Blue Mesa”. Depois de estudar composição na Universidade de Nova Orleães, o músico permaneceu naquela cidade quase 15 anos. Atuou no Jazz Fest, Preservation Hall, French Quarter Fest., VooDoo Fest, e realizou várias residências em clubes da cidade. 

Foi nomeado Melhor Artista de Blues pela “Gambit Magazine” em 2016. Durante esse período, Luke gravou quatro álbuns a solo e apareceu como convidado em gravações com George Porter Jr., Little Freddy King, Blue Gene Tyranny e John Boutté. King também se apresentou na televisão com Anderson Cooper Live (CNN) e NCIS New Orleans (CBS).

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