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Há uma nova exposição sobre a vida e obra de Eça de Queirós

A mostra bibliográfica sobre o escritor português pode ser visitada até ao dia 30 de novembro, na Biblioteca Municipal.
A entrada é livre.

Eça de Queirós foi um dos maiores escritores portugueses de sempre. “O Crime do Padre Amaro”, “O Primo Basílio” e “Os Maias” são alguns exemplos das suas obras que já inspiraram filmes e fazem parte dos currículos escolares. 

E é precisamente a vida e obra de Eça de Queirós que está em destaque na nova exposição da Biblioteca Pública Municipal de Setúbal. A mostra, realizada no âmbito do projeto municipal “Autor do Mês”, junta mais de 20 livros da autoria de Eça de Queirós, bem como de outros autores que abordaram a vida e obra do primeiro escritor realista português.

A exposição, que inclui a exibição de um vídeo sobre a biografia de Eça de Queirós, pode ser visitada até ao dia 30 novembro, de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas; e ao sábado, das 14 às 19 horas. A entrada é livre, mas deve usar máscara de proteção e desinfetar as mãos à entrada e saída da galeria.

José Maria Eça de Queirós nasceu no dia 25 de novembro, na cidade de Póvoa de Varzim, no norte do País. Os seus pais, o brasileiro José Maria Teixeira de Queirós e a portuguesa Carolina Augusta Pereira de Eça, casaram-se quatro anos depois do seu nascimento ocultaram o facto de terem um filho por muito tempo.

Por isso mesmo, Eça passou a sua infância e adolescência longe da família, sendo criado pelos avós paternos. Foi interno no Colégio da cidade do Porto. Em 1861, ingressou no curso de Direito da Universidade de Coimbra, onde se formou em 1866.

Nessa época, manteve contato com os movimentos estudantis liderados por Antero de Quental e Teófilo Braga e chegou mesmo a trabalhar como advogado. “O Crime do Padre Amaro” foi o seu primeiro grande trabalho, considerado o melhor romance realista português do século XIX.

O escritor foi o único romancista português que conquistou fama internacional nessa época. Porém, foi duramente contestado pelas suas críticas ao clero e à própria pátria. 

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