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Feira de Sant’Iago: Lura promete um concerto recheado de ritmos para dançar

A artista atua no dia 5 de agosto, às 22 horas, com um alinhamento inspirado em Cabo Verde.
A cantora Lura promete alegria e boa energia.

A Feira de Sant’Iago, que vai decorrer no Parque das Manteigadas, de 29 de julho a 7 de agosto, tem por hábito trazer vários artistas da cultura portuguesa para atuar no Palco Sant’Iago. Entre os nomes já anunciados, como Expensive Soul ou Ana Moura, está a artista Lura, com a qual a New in Setúbal conversou para fazer a antevisão do seu concerto em Setúbal, no dia 5 de agosto, sexta-feira.

Maria de Lurdes Assunção Pina, mais conhecida como Lura, tem 46 anos, e nasceu em Lisboa. Os seus pais são de Cabo Verde, pelo que a artista sente uma grande conexão com ambas as localizações, das quais gera a sua nacionalidade.

“Tenho duas nacionalidades e ando sempre com estes quilómetros que fazem parte do meu universo, e todo este universo faz de mim esta artista que procura localizar-se no mundo entre Portugal e Cabo Verde”, afirma a cantora na conferência de imprensa de apresentação da Feira de Sant’Iago.

Sobre o facto de subir ao palco da Feira, afirma que é “uma honra”, especialmente porque faz um paralelismo entre a capital da sua terra em Cabo Verde, que é Santiago, e o nome do evento. Se já iria ser um concerto especial, agora será ainda mais. É a primeira vez que atua em Setúbal, e a cantora sente-se muito privilegiada nesse sentido.

“Poder partilhar a minha cultura é fantástico, e a minha arte acaba por levar-me a diferentes sítios. Sou muito privilegiada por poder visitar lugares diferentes”, conta à NiS. Uma das atrações setubalenses que já ganharam um espaço especial no seu coração é a praia de Albarquel, a qual conseguiu visitar antes da conferência de imprensa.

Quanto ao concerto, prometeu trazer boa energia, alegria, e apela a que as pessoas venham com vontade de dançar. Por isso, traga um outfit e uns sapatos confortáveis para poder dançar ao som de ritmos de funaná. Podemos esperar “música de Cabo Verde com uma certa roupagem mais eletrónica e mais moderna”, desvenda a cantora. O que move a artista é o ambiente envolvente do seu espetáculo. “O que me faz subir ao palco é transmitir boas energias e alegria”.

A cultura foi uma das áreas mais afetadas pela pandemia. Durante mais de um ano, os artistas não puderam partilhar a sua arte e agora que a retoma já o permite, é toda uma nova sensação.

“Está a ver quando voltamos a ligar um telemóvel que se desligou por falta de bateria? É mais ou menos isso”, brinca Lura. Voltar a subir a um palco, para si, é “a recordação de quando éramos vivos e tínhamos todo este gás. Subir ao palco outra vez é como se tivéssemos um combustível novo”, sublinha. Lura considera-se como uma artista diferente, não só a nível musical, mas também em relação ao seu visual diferente, alegre. “Depois desta pandemia ninguém ficou igual. Por isso está tudo certo”.  

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