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Em “nome da liberdade”, vem aí a 6.ª edição da MAPS — Mostra de Artes Performativas

De 4 a 13 de julho, A Gráfica — Centro de Criação Artística e as ruas da cidade vão ser invadidas por várias expressões artísticas.
São performances impactantes. (DR)

Um pedido de casamento inusitado entre pessoas do mesmo sexo, alguém que expressa uma opinião contrária e pouco consensual, mas com todo o direito e sem prejudicar ninguém, e outros que falam sem saber, conhecer ou perceber, só para magoar e atingir alvos fáceis. O que é que todos estes episódios têm em comum? São recorrentes e fazem parte da sociedade. Num espaço pluralista, há cada vez menos espaço para sermos nós e cada vez mais necessidade de contribuir para ter algo nosso.

Com o objetivo de chamar a atenção para um dos direitos mais importantes de preservar e manter até ao fim dos tempos, chega a nova edição da MAPS — Mostra de Artes Performativas, em Setúbal. O tema central do evento, que decorre de 4 a 13 de julho, no espaço d’A Gráfica — Centro de Criação Artística, na Baixa setubalense, é a liberdade.

“O que permanece vivo em nós? Apesar da devastação. Como reconstituímos comunidade, expressão plural da diferença, num tempo de um presente fantasma, habitado de espectros de um passado que ameaça ser esquecido e de um futuro que ameaça repetir o passado? Transição. Mudança. Diáspora. Desaparecimento. Colonialismo. Apagamento. Capitalismo. Opressão. Ruína. Como preservamos a liberdade, num tempo de guerras, pandemias, intolerâncias, discursos de ódio, regresso de regimes totalitários e opressores?”, explica a organização.

Os artistas vão dar o seu contributo com “um movimento revolucionário, visionário, que vem da arte e de testemunhos plurais”. Pretende que se alcance a “possibilidade de fazer desta sociedade um lugar de partilha, de atenção, de escuta da diferença, de histórias e narrativas silenciadas, apagadas, abafadas. Seguimos atentos, sensíveis, amorosos”.

Há ainda a “reafirmação de Setúbal como Cidade da Criação Artística e da MAPS como momento de expressão dessa liberdade de ser e de criar”. Conte, além dos artistas, com “temáticas, inquietações, memórias, testemunhos por via de objetos performativos inovadores e experimentais, entre o teatro documental, a dança, a música, a performance, a instalação e na intersecção entre todas estas e outras linguagens artísticas, sensibilidades, identidades e culturas. Abordagens experimentais na arte para desafiar, de forma também experimental, os públicos”.

Beatriz Valentim, Bruno Senune, Huessos del Niño, João Fortuna, Jo Castro, Rui Catalão, Luís Mucauro, Catarina Vieira, Cláudia Gaiolas, Inês Oliveira, Carlota Oliveira, Pedro Banza, Leonardo Silva, Celina da Piedade, Grupo Coral Alentejano os amigos dos Sadinos, Raquel André, Henrique Furtado Vieira, Lígia Soares, André Neves, Diogo Costa, entre outros, são alguns dos convidados a atuar, falar e conviver com o público.

Na Mostra está incluída a apresentação das três peças vencedoras da Bolsa de Criação Artística de Setúbal 2023: “Vanishing” de Beatriz Valentim e Bruno Senune, “Lugar X” de Catarina Vieira e “Abalada do Cante” de Pedro Banza. Em breve, pode consultar a informação ao detalhe no site do Município de Setúbal, organizador do evento.

Confira abaixo a programação da sexta edição do MAPS — Mostra de Artes Performativas.

4 de julho

21 horas — “Vanishing”, de Bruno Senune e Beatriz Valentim. N’A Gráfica — Centro de Criação Artística.

22h30 — “Movimentos Pendulares”, de João Fortuna e Huessos del Niño. N’A Gráfica — Centro de Criação Artística.

5 de julho

21 horas — “Labia”, de Jo Castro. N’A Gráfica — Centro de Criação Artística.

22 horas — “Medo a Caminho”, de Rui Catalão, solo com Luís Mucauro Programado pelo CEC – Coletivo de espetadores em conversa (nova designação do projeto Influencers da Cultura), mediação de Margarida Mata. N’A Gráfica — Centro de Criação Artística.

6 de julho

10h30 às 12h30 — Instalação artística e performances variadas, em vários locais da cidade, com diferentes temáticas. Na rua, do Miradouro de S. Sebastião até à Baixa.

15h30 às 16h30 e das 18 às 19 horas (duas sessões) — “Lugar X”, de Catarina Vieira. N’A Gráfica — Centro de Criação Artística.

17 horas — “Ciclo Antiprincesas — Catarina Eufémia”, de Claúdia Gaiolas. No Jardim do Quebedo.

11 de julho

18 horas — “Ficar no Papel”, de Inês e Carlota Oliveira. N’A Gráfica — Centro de Criação Artística.

21 horas — “Abalada do Cante”, de Pedro Banza. N’A Gráfica — Centro de Criação Artística.

12 de julho

19h30 e 22h30 (duas sessões) — “Belonging | E Di | Pertenencia | Zugehorigkeit | Pertença | 絆”, de Raquel André. N’A Gráfica — Centro de Criação Artística.

13 de julho

19 às 20 e das 21 horas às 22h30 (duas sessões) — “Morrer pelos Passarinhos”, de Henrique Furtado Vieira e Lígia Soares. N’A Gráfica — Centro de Criação Artística.

23 horas — “Movimentos Pendulares”, de André Neves e Diogo Costa.

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