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“Electric Kiss”: Orange Buzz Band apresentam novo álbum com uma digressão pelo País

A banda setubalense vai lançar o mais recente projeto no dia 21 de junho, com uma festa na União Setubalense.
Margarida, Gonçalo, Alca e Chico.

Foram dois anos de dedicação para que o novo álbum dos Orange Buzz Band saísse como idealizavam, sem falhas e com o ritmo certo. Ao longo do processo, apagaram e reescreveram as músicas dezenas de vezes. E até mesmo nas sessões de gravação, houve um dia em Gonçalo ficou sem o baixo e tiveram de abri-lo e repará-lo para trabalhar.

Agora, está finalizado e pronto a ser apresentado ao público dia 21 de junho, na União Setubalense, com um mega concerto. O “Electric Kiss” é o primeiro álbum da banda composta por Francisco Gago, 25 anos, natural de Lisboa, vocalista e toca guitarra ritmo, pelo baixista Gonçalo Silva, 24, de Setúbal, por Tomás Alcaria (Alca), 23, de Setúbal, na bateria e back vocals, e também por Margarida Quesada, 20, de Azeitão, na guitarra solo e back vocals.

Os Orange Buzz Band nasceram em 2022. Chico e Gonçalo andavam na Escola de Artes, em Lisboa. Foi aí que se conheceram e tocaram pela primeira vez, juntamente com Alca, no Music Box. O membro mais recente do grupo é Margarida, que veio para dar um toque feminino à banda. Os quatro músicos têm atuado em vários palcos e estão a ser cada vez mais reconhecidos.

Para apresentar o projeto, o grupo vai realizar uma tour por todo o País. A New in Setúbal falou com os Orange Buzz Band para saber tudo sobre o processo de criação e gravação do disco.

Estão a caminhar para o que gostam: fazer música. Como tem corrido?
As coisas têm estado a correr muito bem. Temos tido muitos concertos este ano e a banda está muito motivada para o que aí vem. Pela primeira vez fomos tocar ao norte do país, a Águeda. Sentimos que este projeto tem imenso potencial para se tornar grande em Portugal.

E são convidados para atuar em festivais…
Sim. Estamos a ter oportunidades para tocar em festivais em que nunca pensámos tocar. A resposta que o público nos dá continua a ser muito positiva e temos apanhado novos fãs onde quer que vamos. Tem sido muito gratificante saber que as pessoas de todos os cantos do país se conectam com a nossa música.

E como correu a preparação do álbum?
A preparação foi longa. Demorámos quase dois anos a terminar este projeto. Foram muitas horas de ensaios, sempre a certificar-nos que estava tudo pronto para ser gravado. Foi também um processo muito dispendioso. Investimos muito neste álbum. Muito tempo, suor e dinheiro. Ainda assim foi um processo que nos preparou muito para o futuro. Percebemos agora o que é preciso para gravar um álbum. Estamos híper motivados para voltar ao estúdio para fazer mais e melhor.

Chama-se “Electric Kiss”. Porquê essa escolha?
O conceito está mais ou menos ligado à energia do rock que queríamos transmitir com a nossa música, mas também tem a ver com sedução, paixão e sexualidade. Juntando as duas coisas, ficou Electric Kiss.

E o processo para chegar ao resultado? Foi como esperaram?
Desde o início que foi um processo excitante. Foi a primeira vez que gravámos profissionalmente em estúdio e só a sensação de estar nesse ambiente, rodeados de milhares de euros em equipamento… É algo difícil de explicar. Foi muito trabalhoso, por vezes até frustrante, mas nunca deixámos de brincar uns com os outros. Divertimo-nos muito ao longo destes quase dois anos.

Mas também entraram em desacordo, ou não?
Houve discussões. Quando se trabalha durante tanto tempo num projeto, é natural adotar uma postura perfecionista, e com quatro pessoas altamente criativas e com personalidades fortes, às vezes pode haver choques entre egos. Mas são coisas que se resolvem e estamos a aprender a lidar uns com os outros nos momentos mais tensos. Acima de tudo, foi uma experiência nova que estamos prontos para repetir.

E quais são as principais inspirações?
Continuamos a ser muito inspirados pelo rock dos anos 60 e 70. Todo o movimento contra-cultural dos 60’s é uma inspiração para nós. A irreverência e rebelião dessa altura é algo que está muito presente na nossa música. Misturámos blues com psicadélico, com punk, com gospel. Há muitas influências, mas sempre com um fio condutor… o Buzz.

Qual é o estilo musical que consideram ter?
Rock n’ roll clássico, com várias influências. Para já é este o nosso som, mas à medida que formos evoluindo como banda, o nosso som vai certamente mudar. A música é que interessa, não o nome que se lhe dá.

Têm sete músicas. Qual é a principal mensagem que querem transmitir?
Temos a “Babe (Hit Me With My Car)”, “I’m a Liar”, “She’s Calling Me Back Home”, “Hardly Lovin’ Me”, “Johnny’s Blues”, “Native Son” e “Better Day”. Falamos de muita coisa diferente. Paixão, sensualidade, dependência, autoestima, guerra, política, moralidade… A lista continua. Não gostamos muito de impingir as nossas intenções aos ouvintes. Cada pessoa ouve a música e automaticamente vai colocar-se a si, auàs suas vivências, naquilo que está a ouvir. É esse o privilégio do ouvinte.

Acham que cada pessoa pode ter uma interpretação diferente?
Exato. Negar às pessoas o significado que elas atribuíram às nossas canções não é o nosso objetivo. Queremos que a nossa música seja como um espelho em que o ouvinte se revê em nós. Ou se calhar acha que somos uns miúdos imbecis… Para nós é igual.

E além do episódio em que o Gonçalo ficou sem o baixo, houve algum que recordam nas gravações?
Houve muitos momentos giros a gravar voz, em que o Chico se põe a fazer imitações de celebridades e personagens e nós a rir na régie. Chegámos a ouvir as nossas músicas cantadas pelo Louis Armstrong, Arnold Schwarzenegger, John Lennon, Shakira, Sapo Cocas… Nenhuma das imitações era muito boa, mas eram todas boas o suficiente para nos fazer rir.

E quanto à digressão pelo País. O que querem fazer?
A verdade é que organizamos espetáculos com uma data de venues por toda a parte e o plano é enfiarmo-nos aos cinco numa carrinha a fazer piscinas por Portugal. Queremos entrar mesmo no estilo de vida rock n’ roll, conhecer este país de uma ponta à outra, partilhar a nossa música com o máximo de pessoas possível e, no processo, fortalecer as nossas ligações e voltar a casa com memórias inesquecíveis.

Quando começa e por onde vão?
Dia 15 de junho vamos estar no Festival da Liberdade, no Seixal. Dia 21 é a grande festa de lançamento. Vai chamar-se “The Orange Buzz Band FUCKING SUCKS”, uma espécie de roast da nossa banda. Começa à tarde, continua à noite até à União fechar. Depois, há after party com DJ set no Crazy Dolphin Pub. O host vai ser o Lobo, que trabalhou no bar Desassossego, e agora está no Dolphin. Ninguém vai querer perder.

E o que se segue?
Dia 20 encontram-nos nos Estúdios Prisma, em Lisboa, dia 22 vamos atuar no Coletivo Lagar, em Azeitão e dia 28 estamos nas Festas do Montijo. Em julho, começamos na Agitágueda, Águeda, dia 8, seguimos para Guimarães, dia 13, na CAAA e já temos agenda para agosto. Vamos visitar o Espaço Compasso, no Porto, dia 16, e no dia seguinte subimos ao palco do Uncle Joe’s. Para terminar, para já, podem assistir ao concerto de dia 28 de setembro no Buraco Pub, em Ovar.

Quais são os projetos para o futuro?
Vamos levar isto até ao fim. Não temos medo do sucesso. Queremos tornar-nos na maior banda que este país já viu. Sabemos que temos algo muito especial para oferecer e estamos muito entusiasmados por estar a embarcar nesta viagem juntos.

Já têm o outro projeto a ser preparado?
Vamos lançar agora este álbum, mas já temos um segundo álbum quase pronto para gravar e já estamos a conceber um terceiro ainda mais ambicioso, com novas sonoridades. O que podemos dizer é que o segundo álbum é mais doce, mais 50’s. O terceiro vai ser mais experimental, certamente.

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