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Um Corpo Estranho e Saturnia lançam o álbum “O Místico Orfeão Sónico”

O disco, que resulta da parceria entre os dois projetos musicais, chega às lojas esta sexta-feira, 29 de outubro.
O projeto já revelou o novo single “Sete de Bastões”. Foto: Rui David.

Os projetos musicais Saturnia e Um Corpo Estranho juntaram-se este ano com o objetivo de criarem um single em parceria. Porém, segundo os músicos, “a colaboração superou as expetativas” e, por essa razão, o trio decidiu ir mais além e lançar um disco colaborativo, “O Místico Orfeão Sónico”.

O disco, com o mesmo nome da parceria criada entre os músicos, chega já esta sexta-feira, 29 de outubro, às lojas físicas e digitais. “A Velha Carruagem” e “Sete de Bastões” são dois dos singles que fazem parte do disco e que já estão a ser divulgados nas redes sociais. 

“A conjunção entre o projeto de Luís Simões e o duo setubalense composto por Pedro Franco e João Mota poderia ser, per se, algo que alude a uma conspiração cósmica e o dramatismo afeto ao nome deste disco não será por acaso. Sendo Setúbal a residência de ambos os projetos, decidiram que o disco iria ter a mística do rio Sado, o espírito lírico de Luísa Todi e o canto trágico das sadinas que inspiraram Bocage”.

O vídeo realizado por Mário Guilherme e produzido por GARAGEM e Tom and Jelly, assume a vertente mais enérgica do trio, não deixando margem para dúvidas de que podemos esperar um disco de rock. A tripla conta com a participação dos bateristas Samuel Palitos (Censurados, A Naifa, Ladrões do Tempo, GNR) e Filipe Caeiro (Awaiting the Vultures, Daniel Catarino) e da viola campaniça de Tozé Bexiga (Projecto RAIA: Planeta Campaniça).

Produzido por Sérgio Mendes e editado pela Malafamado Records, a parte gráfica do disco ficou a cargo do ilustrador Paulo Buchinho. O videoclip, “A Velha Carruagem”, realizado por João Bordeira assenta na ideia de continuidade e perseverança. O movimento contínuo da carruagem num mundo inóspito e duro é no fundo uma metáfora para seguir em frente, acreditar e superar os obstáculos ao longo do caminho.

Os concertos de apresentação do projeto de parceria entre Saturnia e Um Corpo Estranho decorrem em Lisboa no dia 20 de novembro, sábado, no Titanic Sur Mer e, em Setúbal no dia 14 de janeiro, sexta-feira no Fórum Municipal Luísa Todi.

Pedro Franco e João Mota tocam juntos desde os 16 anos e a música sempre fez parte do seu imaginário. “Tivemos algumas bandas de garagem num estilo mais acústico e de folk e costumávamos ir para a praia da Figueirinha tocar guitarra”, conta à New in Setúbal, Pedro Franco.

Estiveram vários anos sem terem contacto, mas reencontraram-se no Teatro da Trindade quando Pedro estava a fazer a banda sonora e a sonoplastia de um espetáculo produzido por uma companhia de Santa Iria da Azoia. “Ele foi ver a minha peça e disse-me que tinha umas canções e que gostava de criar um projeto”, explica João Mota.

“Como era guitarrista dos Hands on Approach, senti que queria começar um caminho próprio baseado em originais e ao lado de alguém com quem já tinha uma ligação de cumplicidade a amizade”, diz Pedro. Ambos escrevem as letras das canções, que interpretam em português. O processo de criação passa por experiências da vida pessoal desconstruídas para o universo da banda.

O projeto musical nasceu em 2009 e o primeiro EP composto por cinco temas, editado pela associação juvenil Experimentáculo surgiu em 2012. Seguiram-se depois o disco de estreia “De não ter tempo” (2014) e “Pulso” (2016). Entre os períodos de pausa, Pedro e João compuseram peças para teatro físico, como “A Almofada da Paula”, baseada na obra da pintora Paulo Rego, “A Velha Ampulheta” e “Qarib”, sendo que estes dois últimos são criações do encenador e produtor Ricardo Mondim.

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