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Proprietária de salão: “Não tive apoio do Estado, algumas colegas receberam valores humilhantes”

A New in Setúbal falou com Solange Fonseca sobre os impactos deste confinamento.
A hairstylist é a responsável pelo Solange Fonseca Cabeleireiro.

O Solange Fonseca Cabeleireiro, na Praceta Afonso Paiva, no bairro do Monte Belo, em Setúbal, é um dos salões mais movimentados da cidade. O tempo de espera para fazer uma marcação é entre um a dois meses. No primeiro confinamento por causa da pandemia de Covid-19, a loja com serviços de cabeleireiro, manicure e depilação a laser díodo masculina e feminina, esteve fechada um mês e meio e reabriu em maio do ano passado com regras ainda mais apertadas de higiene e segurança para serem cumpridas por clientes e funcionárias.

Com a chegada do novo confinamento, o salão encerrou novamente no dia 15 de janeiro. A New in Setúbal falou com a proprietária Solange Fonseca sobre os impactos da pandemia no funcionamento do salão. A hairstylist, de 41 anos, começa por explicar à NiS que, apesar da grande quebra de rendimentos, conseguiu manter a mesma equipa de trabalho. Ainda assim, a responsável sublinha a ausência de apoios do Estado e o acumular das despesas fixas relacionadas com o espaço.

“Os cabeleireiros e os centros de estética funcionam com base na economia de subsistência, ou seja, trabalhamos um mês para pagar as despesas desse mês. Neste momento, apesar de estarmos paradas, as despesas do salão continuam”, conta. Até ao momento, Solange Fonseca, trabalhadora independente, não recebeu qualquer ajuda do Estado.

“Ainda não tive nenhum apoio da Segurança Social, fiz um novo pedido e está em análise, mas sei de colegas que já receberam valores humilhantes. Por essa razão, muitas estão a ver-se obrigadas a fazer serviços domiciliários para sobreviverem, o que acaba por ser uma grande hipocrisia, porque não é tão seguro e, na minha opinião, seria preferível que os salões reabrissem com todas as regras de higiene e segurança que já aplicávamos antes da pandemia”, desabafa.

Solange Fonseca confessou à NiS que, ao contrário de muitas pessoas que achavam que não iríamos voltar a confinar em 2021, não acreditou nesse cenário e decidiu antecipar uma situação de novo confinamento, o que acabou por acontecer. “Juntei o máximo de dinheiro o ano passado, apertei o cinto, o que me permitiu estar mais tranquila nesta fase”.

A cabeleireira refere que as clientes estão solidárias com esta situação, mas ao mesmo tempo têm feito “uma grande pressão” para as marcações serem retomadas. “Quando desconfinámos no ano passado tinha quase 130 clientes para remarcar na agenda. Agora, já tenho novos agendamentos pendentes”.

Enquanto o salão não reabre, Solange mantém o aconselhamento à distância para que as clientes continuem a seguir os seus tratamentos em casa. A hairstylist acredita que os salões só deverão reabrir depois da Páscoa. “Os cabeleireiros não são locais onde haja risco de surtos de Covid-19. Por isso, acho que se deve fazer um desconfinamento inteligente e criar condições para retomarmos o trabalho, porque as pessoas têm de trabalhar”, conclui.

Quando acabar o confinamento e o salão reabrir, as regras de higiene e segurança mantêm-se. A cliente não pode levar acompanhantes, deve trazer máscara colocada e desinfetar às mãos e o telemóvel à entrada e saída do salão. Também não é permitido usar bijuteria ou outros adereços nem aparecer no salão sem marcação prévia ou antes da hora marcada.

É obrigatória a marcação através dos números 937 183 990 (cabeleireiro) e 968 451 966 (manicure). Se não puder comparecer, deve avisar com antecedência. O limite máximo é de duas pessoas no interior do espaço.

No caso das funcionárias do salão, o plano de higienização vai continuar. As superfícies de toque frequente serão higienizadas e desinfetadas com sprays bactericidas e gel hidroalcóolico. Os utensílios e materiais (pentes, tesouras, molas) usados por cada pessoa serão esterilizados.

Os restantes materiais não descartáveis serão lavados com as temperaturas recomendadas pela Direção-Geral da Saúde e em espaços especializados. Durante os serviços de manicure, cabeleireiro e depilação, as profissionais do salão usam máscara ou viseira, óculos de proteção e luvas. A desinfeção das superfícies é feita antes e depois de cada marcação e o lixo é imediatamente separado e isolado.

 

 

 

 

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Praceta Afonso Paiva, 13 Loja 6
    2910-706 Setúbal
  • HORÁRIO
  • Terça a sexta
  • Das: 09:30
  • Às: 19:00
  • Sábado (por marcação)

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