compras

Os segredos do shag que Camilla usa há mais de 30 anos

Foi uma das maiores tendências da década de 70 e está a ganhar cada vez mais relevância. É a imagem de marca de Parker-Bowles.
Um corte típico dos anos 70.

Camilla Parker-Bowles vai ser o nome que todos vamos ouvir falar nos próximos meses. Aos 75 anos tornou-se a nova rainha consorte de Inglaterra, após a morte de Isabel II a 8 de setembro. A monarca que reinou durante 70 anos distinguia-se pelos seus chapéus, vestidos coloridos e por ter usado o mesmo modelo de sapatos durante mais de meio século. Já Camilla destaca-se pelo shag que adotou há mais de 30 anos — e que nunca mais abandonou.

O penteado popularizou-se na década de 70, graças a Jane Fonda. Até 1971, sempre a tínhamos visto com o clássico cabelo comprido e loiro. No entanto, surgiu no filme “Klute” com aquele novo estilo irreverente, que acabou por assentar perfeitamente na personagem que interpretava, a destemida Bree Daniels. Segundo Fonda, o corte ajudou-a com a autoestima.

Umas décadas depois, foi Jennifer Aniston no papel da icónica Rachel Green que fez furor com este hairstyle relativamente curto mas mesmo assim super feminino. Billie Eilish, Taylor Swift, Selena Gomez, Zendaya e Chloë Grace Moretz foram outros dos nomes que, mais recentemente, o adotaram.

Para nós, a palavra “shag” pouco significa. Porém, nos países anglo-saxónicos tem múltiplos significados. Além de representar um estilo de penteado, é também um forma coloquial de descrever o cabelo das mulheres após o sexo, que fica com um aspeto mais solto e despenteado — “shag” pode-se traduzir como “sexo”.

“Na forma mais tradicional é um penteado escadeado com graduações muito marcadas, do comprimento mais curto para o mais longo, para dar mais movimento ao cabelo”, explica à NiT David Simão, fundador do novo salão de cabeleireiro Lodge Hair Lab. “O escadeado é muito graduado, acentuado e com diferentes comprimentos”, detalha. O shag de Camilla aproxima-se do corte mais clássico, vindo diretamente dos anos 70, graças à franja “cortina” que fazia furor naquela altura.

Apesar de ser um corte retro, tem a capacidade de “dar um ar mais leve e jovem” a quem o usa, daí estar a ser cada vez mais visto entre as mulheres. “O rosto fica mais descoberto e não há aquele cabelo pesado a tapar a cara”, descreve o hairstylist. Infelizmente, não resulta em toda a gente. “Não recomendo àquelas que têm uma estrutura óssea mais larga na face a optarem por este estilo”, aconselha David.

Apesar disto, fica bem em mulheres de todas as idades. O importante é maneira como o mantêm e se apresentam no dia a dia. “Vê-se pela Camilla que é uma mulher mais velha e fica-lhe muito bem. E numa miúda mais nova também ficará. O que importa é que tenham uma atitude mais destemida. Alguém clássico e conservador poderá não se identificar com este corte”, realça o cabeleireiro. A cor de cabelo pouca diferença faz, embora tenha mais destaque nas “cores fantasia”, como o vermelho. No entanto, alguém loiro ou até moreno poderá arrasar com um shag.

Quem tiver o cabelo crespo, por exemplo, deve usá-lo mais comprido, de forma a que os fios capilares ganhem peso e o volume não apareça em excesso. Pelo contrário, quem tiver o cabelo demasiado liso, deve arriscar numa franja comprida, de forma a moldar melhor o rosto. Sempre que lavar o cabelo aposte num modelador para fazer alguma ondulação nas mechas escadeadas — e obter as chamadas beach waves que lhe conferem aquele aspeto ligeiramente despenteado.

Claro que é preciso fazer a manutenção do corte para que este se mantenha ao longo do tempo. Mas não se preocupe: não terá de voltar ao cabeleireiro a cada duas semanas — mas sim de dois em dois meses, no mínimo. “É preciso dar um retoque porque depois o cabelo cresce e perde aquele efeito, e as próprias mulheres apercebem-se disso mesmo”, garante David.

Carregue na galeria e veja algumas fotos da rainha Camilla, que sempre adorou este penteado.

ver galeria

MAIS HISTÓRIAS DE SETÚBAL

AGENDA