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MATILDE Jewellery: a marca de joias da talentosa filha de José Mourinho é um sucesso

Falámos com Matilde Mourinho Félix, que tirou um curso em Direção Criativa para Moda e quer lançar uma carreira nesta área.
Matilde tem 25 anos.

Pouco mais de um ano passou desde que noticiámos o lançamento da MATILDE Jewellery, no entanto, muito aconteceu na marca, ao longo destes 12 meses. Abriu a sua primeira loja pop-up, em Londres, ganhou o prémio de Marca de Joalharia Revelação do Ano — atribuído pela Professional Jeweller Awards — e aumentou o seu espólio de peças. 

Aos poucos, a jovem designer tem vindo a mostrar que o seu nome, por si só, consegue ser tão grande como o que carrega da família — é filha do treinador de futebol setubalense José Mourinho. Apesar do sucesso que já conhece, Matilde, de 25 anos, não quer ficar por aqui. Em conversa com a NiS relembrou como decidiu enveredar pela criação de joias, como se dá o seu processo criativo e revelou qual é o seu grande sonho. 

Como nasceu a paixão pelo mundo da joalharia?
Sempre adorei joias e o poder que têm. Tenho peças que guardo e que me trazem memórias especiais quem me ofereceu determinadas peças, onde as comprei, de quem me fazem lembrar… A certo ponto tomei a decisão de transformar algo que era uma paixão muito pessoal e transformá-lo numa marca, a MATILDE Jewellery. Desde então, a minha paixão pelo mundo da joalharia só cresceu.

Depois do curso em Direção Criativa para Moda, como se dá a passagem desta área para a joalharia?
Fiz o bacharelato em Direção Criativa para Moda, e depois disso trabalhei em diversos setores da moda, e das indústrias criativas, durante alguns anos. O interessante sobre o meu curso é que era uma formação bastante ampla, então pude aplicar o que aprendi a áreas diferentes, inclusive à da joalharia. A transição real dá-se quando decidi continuar os meus estudos e comecei o mestrado em Empreendedorismo na Moda e nas Indústrias Criativas. Aí, foquei-me realmente na área da joalharia.

Quando foi tomada a decisão de lançar a marca?
Lancei a marca há pouco mais de um ano, mas as ideias e a criação começaram em 2019, quando comecei o meu mestrado em Empreendedorismo na Moda e na Indústrias Criativas. Foi este curso que, realmente, me ajudou muito neste processo. 

Todas as peças são feitas em ouro reciclado. A questão da sustentabilidade — especialmente nesta área — são uma preocupação?
Sim, sem dúvida. Foi um dos principais motivos pelos quais decidi lançar a marca. A minha pesquisa estava fortemente focada na indústria de joias, e aprendi muito sobre os impactos negativos que ela pode ter, tanto ambiental quanto socialmente. Então, decidi pesquisar alternativas sustentáveis, sendo o ouro reciclado uma delas.

Os diamantes usados nas criações são de laboratório. Que material é este e qual a razão da sua escolha?
Os diamantes cultivados em laboratório são visualmente, quimicamente e fisicamente iguais aos diamantes naturais. A única diferença e onde crescem e se desenvolvem. Os diamantes naturais são formados naturalmente sob a terra ao longo de milhares de anos, e os diamantes produzidos em laboratório são feitos exatamente da mesma maneira, mas em vez de ser sob a terra, o processo ocorre num ambiente controlado que replica as condições geológicas que ocorrem no solo. 

Algumas das peças da marca.

No processo criativo, quando desenha as peças, onde vai buscar inspiração? 
Depende, As pecas da Coleção Heritage são fortemente inspiradas em Portugal, na cultura e herança portuguesas. Fui buscar inspiração ao coração de Viana, aos azulejos que cobrem o país e muito mais. Outras peças, de diferentes linhas, são desenvolvidas a partir de formas e movimentos naturais; outras são modelos que sinto que faltam no mercado; outras são inspiradas em símbolos que vejo por acaso, por aí em diante.

Quando chega a hora de dar forma a essas peças, participa desse processo ou fica na mão dos artesãos?
Infelizmente, as minhas habilidades não vão tão longe, por isso deixo isso na mão dos talentosos artesãos com quem trabalhamos. Muitas das pecas são totalmente feitas à mão, outras usam a técnica de impressão 3D para moldes. Mas como não produzimos em grandes quantidades podemos dar mais atenção a cada peça.

Como recebeu a notícia da nomeação para o prémio de melhor marca emergente em 2021?
Sabia em que dia as listas de nomeações seriam anunciadas, por isso continuei a atualizar a página até que as listas saíssem. Foi assim vi a MATILDE Jewellery na lista de finalistas para a categoria de Marca de Joalheira Emergente do Ano — quando refresquei o site.

Acabou por ganhar o prémio. Que significado tem esta distinção?  
Senti-me muito grata quando ganhei o prémio. Fiquei surpreendida, mas também feliz que a marca estivesse a ser reconhecida. Isso só me motiva a levar a MATILDE Jewellery ainda mais longe.

Atualmente, onde é se podem comprar as suas criações?
De momento ,as pecas podem ser encontradas no nosso site. Tivemos uma loja pop-up em Londres até dia 24 de Dezembro de 2021, e planeamos outros espaços semelhantes no futuro. Mas, de momento, apenas no nosso site.

Tem algum sonho que gostasse de realizar com a MATILDE Jewellery?
Existem muitas coisas que queremos fazer em 2022. Sem revelar muito, posso dizer que estamos realmente concentrados em levar a marca para o próximo nível, em todos os sentidos. Aprendi muito neste primeiro ano da marca, e o segundo ano é sobre como aplicar tudo isso para que o próximo seja ainda melhor, sempre com o objetivo de melhorar a experiência dos nossos clientes e da nossa comunidade. O sonho seria ter uma loja permanente em Londres e outra em Portugal.

Carregue na galeria e conheça alguma das peças da marca portuguesa.

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