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Mana Mana: a nova marca setubalense (e mais matchy) inspirada no amor das famílias

O projeto começou, oficialmente, em janeiro de 2024. Os artigos são todos feitos por Jéssica, a proprietária, que cresceu em Paris.
É uma ideia criada a partir da união familiar.

Começamos por descrever os elementos da família que inspiraram a criação da marca Mana Mana. O pai, Paulo, 35 anos, é companheiro, um melhor amigo, muito divertido e, claro, um “pai de sonho”. Even, o filho de três anos, já sabe o que quer, é autónomo, gosta de ajudar e de cozinhar e está sempre pronto para festas. A pequena Áurea, de quatro meses, é dorminhoca, tranquila e muito risonha.

Não nos podemos esquecer de falar da impulsionadora do negócio de roupa, lançado em janeiro de 2024. Jéssica Pereira tem 35 anos, é francesa, com ascendência portuguesa. Esteve na zona de Paris até completar 27 anos. O seu sonho era viver em Lisboa durante um tempo para conhecer as origens. Vinha de férias, mas o que queria mesmo era ficar no nosso País. Ainda começou um mestrado de ensino básico, mas não gostou.

Optou por viajar muito, da Austrália à Costa Rica. Trabalhou na loja de luxo Le Printemps, em Paris, e foi aí que teve o primeiro contacto com a moda e que quis aprender a costurar. Em 2014, tirou um curso profissional de costura, em Paris. “O meu sonho era fazer vestidos de noite e de noivas, então abri um pequeno atelier em casa e fazia vestidos sob medida”, conta a fundadora à New in Setúbal.

Em outubro de 2016, decidiu mudar-se para Setúbal. Veio procurar um estágio remunerado e fez várias entrevistas — inclusive com João Rolo — e, finalmente, em 2017, começou a trabalhar num atelier de roupa por medida, em Lisboa, onde esteve durante cerca de um ano.

Deu aulas de francês online e foi desenvolvendo vários projetos em paralelo, ligados à moda, como workshops de costura, canal YouTube de DIY, refashion ou a elaboração de uma marca de roupa. Nessa altura, não conseguiu encontrar o que realmente queria fazer, até que engravidou.

Confecionou vestidos para “imortalizar” a gravidez e deu início ao projeto de fotografia que tem com o marido fotógrafo, o Dream Dress. Teve, então, o primeiro filho, Even, e, no Dia do Pai, procurou algo especial para oferecer, mas não conseguiu encontrar. “Era tudo caro e não tinha boa qualidade. Pensei que podia criar T-shirts, com mensagens bonitas, pelo menos, para nós”, acrescenta.

Comprou as máquinas e iniciou a difícil jornada de encontrar as cores pastel para começar o negócio. Em junho de 2023, já grávida de Áurea, encontrou, por acaso, o seu fornecedor atual e começou, então, a trabalhar nos protótipos. A gravidez era de risco e, por isso, teve de estar parada, até que em janeiro deste ano, oficialmente, decidiu que era o momento de lançar o negócio.

A Mana Mana, a marca de roupa inspirada no amor e união que caracteriza as famílias, tem peças matchy matchy de casal, de pais/mais e filhos e até entre irmãos. “Gosto do bom humor que transmitem estas camisolas com as cores e as mensagens”, defende. Afinal, as memórias que guarda sempre com mais carinho são as do dia a dia, os momentos partilhados e o facto de estarem “presentes tanto nas pequenas coisas como nas mais incríveis”.

Questionada sobre a forma como se descreve, a responsável não hesitou: “É muito mais fácil descrever os outros. Adoro conhecer pessoas novas, de viajar, sou super otimista e gosto de ouvir podcasts sobre desenvolvimento pessoal. Gosto muito de ser mãe empreendedora. Sinto-me realizada com todas estas vertentes reunidas por mais exaustivo que seja”.

E acrescenta: “Gosto muito de desenvolver projetos diferentes. Além de dar aulas de francês, e dos dois negócios, quero criar um podcast para falar de empreendedorismo feminino, e reunir mulheres empreendedoras. Não consigo separar esse meu lado do papel enquanto mãe e mulher porque foi o facto de me tornar mãe que me levou aos projetos que estou a desenvolver agora e a mulher que sou hoje”.

A inspiração para criar as peças surge dos sítios mais variados, desde posts das redes sociais, até experiências pessoais e passeios na rua. Uma coisa é certa: só faz o que sente que gosta mesmo e que, se visse numa loja, comprava para usar. O nome da marca, “Mana Mana”, está ligado à “mulher e à sonoridade”.

O processo é sempre o mesmo. “Tenho um programa onde faço a montagem das frases ou dos desenhos e faço sempre um teste numas T-shirts, que são 100 por cento algodão. No caso das sweatshirts, são 50 por cento algodão e 50 por cento poliéster e é usado flock, para estampar”, descreve.

Todos os modelos são unissexo, do XS ao 3XL, e, para os mais pequenos, vai dos dois aos 12 anos. As T-shirts de adulto custam 20€, já as dos miúdos, custam 15€, e há sete cores disponíveis. Para os pais, as sweatshirts têm o valor de 40€, e para os filhos, de 30€, com oito cores à escolha. Pode consultar os modelos no site oficial, embora ainda não estejam disponíveis todos os artigos. A marca está também no Mercado da Conceição, todas as sextas-feiras, sábados e domingos. No futuro, Jéssica gostava de criar vestidos para mães e filhas, além do podcast. Siga o Instagram para ficar a par das novidades.

Carregue na galeria e conheça as peças que pode encomendar e usar em conjunto com a sua família. 

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